Sem se queixar das medidas restritivas ou da fase vermelha que bate à porta, pequena comerciante do ramo alimentício lamentou a falta de movimento, alta nos preços, falta de empatia dos clientes e relatou que está à beira de quebrar
Da redação
Publicado em 04/03/2021, às 12h12 - Atualizado às 12h41

Uma comerciante de Santos fez um desabafo nas redes sociais que comoveu parte da comunidade santista na manhã desta quinta-feira (04). “Só problemas, dívidas e ainda temos que manter o sorriso no rosto no meu comércio”, lamentou a empreendora de alimentos. O relato gerou identificação em outros comerciantes e na comunidade em geral.
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Sem se queixar das medidas restritivas ou da fase vermelha que bate à porta, a proprietária de uma sorveteria na Av. Conselheiro Nébias, no Paquetá, em Santos, lamentou a falta de movimento e relatou que está as portas da insolvência, o pesadelo de qualquer autônomo, sendo obrigada a vender seu patrimônio pessoal para manter o ganha pão.
“Meu movimento caiu consideravelmente, mais de 60%, só nessa temporada de dezembro a janeiro de 2021. Estou segurando as pontas há um ano. Coloco torta pra vender, estraga. Coloco bolos. Estragam. As pessoas não estão saindo de casa. Acabei de vender meu carro", desabafou.

A mulher, cuja postagem, feita por uma amiga, viralizou em grupos regionais nas redes sociais, reclamou da alta dos preços e pediu apoio. “O movimento caiu e as despesas subiram. E ainda temos que manter o sorriso no rosto no meu comércio”.
A comerciante também pediu solidariedade dos clientes com sua classe trabalhista. “Temos que ouvir dois ou três clientes reclamarem por coisas banais. Não estamos todos no mesmo barco, por que você tem o seu salário, não importa se reduzido, mas tem”, desabafou, sem mencionar os desempregados sem renda, e fez um apelo: “não olhe só pro seu umbigo, tenha mais empatia.”
Além dos relatos das dificuldades, a vendedora pediu apoio para manter seu estabelecimento, na UTI, respirando. “Estamos aqui, eu e meu marido tentando manter a sorveteria aberta há um ano. Nos ajude. A dor do outro dói em mim”, concluiu.