LITORAL DE SP

Aluguel residencial em Praia Grande sobe 16% em 2022 e tem maior alta em 4 anos

O valor para a locação de imóvel residencial em Praia Grande subiu quase o triplo da inflação em 2022 e é o 10º mais caro entre cidades pesquisadas pelo FipeZap+


Da redação
Publicado em 19/01/2023, às 11h22 - Atualizado em 20/01/2023, às 16h48

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Praia Grande no Ano-Novo de 2017 Praia Grande ganha 19 novos habitantes por dia há doze anos, aponta IBGE Praia lotada de pessoas - Imagem: Reprodução / Praia Grande Mil Grau
Praia Grande no Ano-Novo de 2017 Praia Grande ganha 19 novos habitantes por dia há doze anos, aponta IBGE Praia lotada de pessoas - Imagem: Reprodução / Praia Grande Mil Grau


O preço médio do aluguel de imóveis residenciais em Praia Grande (SP) subiu em 2022 quase três vezes a inflação do mesmo período (5,79%), de acordo com o índice FipeZap+ divulgado recentemente.

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Os dados da pesquisa fazem parte de um monitoramento da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) que acompanha os preços de aluguel de imóveis residenciais (somente apartamentos) em 25 cidades brasileiras, incluindo 11 capitais, com base em anúncios digitais.



Quanto o aluguel subiu em Praia Grande?

Segundo o índice, no acumulado de 2022 o aluguel subiu 16,12% em Praia Grande. Além de Santos, Praia Grande é a única cidade do litoral paulista a compor o levantamento e registra a oitava maior alta fora das capitais. Santos registra a décima.

O aumento acumulado de 16,12% em 2022 em Praia Grande é o maior apurado pelo FipeZap+ desde 2019, quando a variação do aluguel na cidade passou a ser medida pelo índice. 

Apesar da alta, o aumento em Praia Grande é ligeiramente menor que o acumulado médio de todas as cidades da pesquisa, 16,55%, o maior nos últimos 11 anos. Entre as cidades pesquisadas, Praia Grande tem o décimo metro quadrado mais caro para se alugar (veja as listas abaixo).



Crédito caro e obras paradas interferem no preço do aluguel

Especialistas atribuem os aumentos ao preço do crédito e ao repasse da inflação represada no pós-pandemia. “O grande vilão da história está nas taxas de juros, elevadas demais”, avalia Augusto Viana Neto, presidente do Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de São Paulo), em entrevista ao Portal Costa Norte na última terça (17).

“Os juros muito elevados estão impedindo que as pessoas possam comprar seu imóvel. Sobra alugar, e aí, no aluguel vem um outro problema: o número de investidores em imóveis pra locação no Brasil é muito baixo porque a legislação brasileira é muito restritiva com o proprietário do imóvel. Com isso, o investidor tem medo de investir nesse segmento, o que diminui a oferta e aumenta os preços”.

Em cidades litorâneas ou turísticas, a alta também é associada ao aquecimento do mercado imobiliário. “Santos e Praia Grande têm uma característica de muito desenvolvimento econômico nos últimos cinco anos, Santos até há mais tempo. Você vê que Praia Grande assumiu agora a segunda posição em população da Baixada [Santista]”, explica o presidente do Creci-SP.



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Uma prévia do Censo de 2022 divulgada recentemente pelo IBGE revelou um crescimento populacional de 82 mil pessoas nos últimos 12 anos em Praia Grande. A cidade saltou de 262 mil moradores em 2010 para 334 mil em 2022 -  uma média de 19 novos habitantes por dia em 12 anos.  

Aumento do aluguel deve ser menor em 2023

A expectativa é de que em 2023 os aumentos dos aluguéis sejam menores, avalia Viana Neto. “Eu acredito que nesse ano o aluguel continue aumentando, mas com menor intensidade. Nós não podemos perder de vista que cerca de 60% dos aluguéis, falando em Santos e Praia Grande, são de valores abaixo de R$ 1.500. Muito provavelmente vai ter oferta de juros em percentuais mais baixos que os de hoje e o governo atual está imprimindo velocidade na conclusão de conjuntos habitacionais que estão parados há muito tempo. Isso, somado ao financiamento de novos empreendimentos para moradia popular, pode atenuar os juros altos”. 



Aluguéis que mais subiram fora das capitais

  1. São José (SC): 42,41%

  2. Barueri (SP): 23,27%

  3. São José dos Campos (SP): 20,9%

  4. Campinas (SP): 19,68%

  5. Niterói (RJ): 18,44%

  6. Ribeirão Preto (SP): 17,83%

  7. São José do Rio Preto (SP): 16,27%

  8. Praia Grande (SP): 16,12%

  9. Santo André (SP): 12,43%

  10. Santos (SP): 12%

Cidades com m² mais caro para se alugar (em R$)

  1. Barueri (SP): 50,56

  2. São Paulo: 45,50

  3. Recife (PE): 41,68

  4. Santos (SP): 38,96

  5. Florianópolis (SC): 38,81

  6. Rio de Janeiro: 37,78

  7. Brasília (DF): 37,11

  8. São José (SC): 34,72

  9. São José dos Campos (SP): 32,68

  10. Praia Grande (SP): 32,27

Maiores altas nos aluguéis entre as capitais



  1. Goiânia (GO): 32,93%

  2. Florianópolis (SC): 30,56%

  3. Curitiba (PR): 24,47%

  4. Fortaleza (CE): 21,33%

  5. Belo Horizonte (MG): 20,01%

  6. Rio de Janeiro: 17,93%

  7. Recife (PE): 17,07%

  8. Salvador (BA): 16,56%

  9. São Paulo: 14,63%

  10. Porto Alegre (RS): 11,14%

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