Projeto da Petrobras resgata 300 animais silvestres


Costa Norte
Publicado em 15/07/2016, às 18h13 - Atualizado em 24/08/2020, às 02h19

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*Foto: Divulgação

Uma iniciativa da Petrobras na Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA), em Caraguatatuba, ultrapassou a marca dos 300 atendimentos a animais silvestres, contribuindo para a preservação da fauna local. Por meio da criação de um canal direto de comunicação entre biólogos e a força de trabalho da unidade, o Programa de Atendimento às Ocorrências da Fauna tornou possível acionar uma equipe treinada para a captura, a coleta, o transporte e a realocação de espécies típicas da região. Em caso de ocorrência de animais feridos ou debilitados, um médico veterinário é sempre acionado. Desde que a iniciativa foi criada, em 2011, 210 aves, 61 répteis e 57 mamíferos foram atendidos e registrados, entre eles o gato-maracajá, o cachorro-do-mato, o gato-do-mato, a coruja-jacurutu, o furão e a onça-parda. De acordo com o analista ambiental da UTGCA, André Scharlach Cabral, o aumento do registro de fauna tem duas causas principais: o reflorestamento e a maior conscientização da força de trabalho, que passou a reportar com mais frequência as ocorrências de fauna. “Os colaboradores estão atuando e o reflexo disso é o aumento da quantidade de atendimentos registrados. O retorno dos animais a áreas selvagens demonstra o resultado positivo dos trabalhos de reflorestamento na Área de Preservação Permanente do rio Camburu e Cinturão Verde da UTGCA”, explica André. Além do Programa de Atendimento às Ocorrências da Fauna, a UTGCA também mantém o Projeto de Restauração Florestal da Área de Preservação Permanente (APP) do rio Camburu. A iniciativa já contribuiu para o plantio de 20 mil mudas de diferentes espécies nativas e faz o monitoramento da área e o desenvolvimento de estudos experimentais, em parceria com o Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) e a Universidade de São Paulo (USP), por meio do Laboratório de Ecologia de Florestas Tropicais. No caso de algum animal ser encontrado morto, é possível realizar o registro e, havendo interesse da comunidade científica, encaminhá-lo para o Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo.

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