PRAIAS PROIBIDAS

Surfistas são dissuadidos de protestar na faixa de areia proibida pela CGM de Praia Grande (SP)

Sem uso de força e de forma pacífica, guardas municipais convenceram surfistas a protestar em local permitido, após discussão; surfistas exigem a abertura da praia para a prática do surfe


Da redação
Publicado em 27/03/2021, às 13h51 - Atualizado às 14h09

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Populares que passavam na região do Boqueirão acompanharam o protesto dos surfistas Protesto dos surfistas - Imagem: Reprodução / PG no Graul
Populares que passavam na região do Boqueirão acompanharam o protesto dos surfistas Protesto dos surfistas - Imagem: Reprodução / PG no Graul


Um grupo de surfistas se reuniu na manhã deste sábado (27) para realizar uma manifestação contra a proibição do esporte na faixa de areia de Praia Grande. No entanto, cumprindo o decreto municipal que bloqueia as praias, a Guarda Civil Municipal (CGM) de Praia Grande não permitiu o acesso dos surfistas ao local, autorizando o protesto à beira do calçadão, que não está interditado.

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Houve uma discussão pacífica entre os surfistas e os guardas municipais com exposição de argumentos por cerca de quinze minutos. Uma pequena multidão de populares que transitava na região parou para assistir a discussão e o protesto. Os surfistas acabaram acatando a ordem e não foi necessário o emprego de força pela GCM.



Os surfistas exigem a abertura da praia para a prática do surfe. Na discussão, muitos deles argumentavam que, diferentemente de outros esportes tradicionalmente praticados na praia, como caminhada ou frescobol, não é possível praticar o surfe em outros espaços, exceto o mar. Alguns sugeriram a instalação de um corredor para acesso dos surfistas ao mar. 

Entrega dos respiradores contou com forte aparato de segurança Respiradores em Praia Grande (Imagem: Divulgação / Gestão Municipal de Praia Grande)



Um dos GCMs argumentou que a proibição em vigor não abria exceção ou privilégio para nenhum esporte. “Eu entendo a reivindicação, mas tem gente que caminha aqui [na praia] há vinte anos, e está impedido. Vocês [surfistas] não podem ser supremo sobre os outros”, disse o GCM aos surfistas.

O acesso às faixas de areia está proibido em toda a Baixada Santista, em lockdown coordenado desde o último dia 23, inicialmente até 04 de abril. As restrições buscam conter a sobrecarga do sistema de saúde e o avanço de novas cepas do coronavírus.

Os surfistas acabaram realizando o protesto fora da área proibida, mas prometeram retornar na semana que vem em maior número caso a reivindicação não seja apreciada pela gestão municipal.  



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