Detenções, por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, ocorreram durante a Operação Codinome da Polícia Federal; membros do grupo atuava em Caraguatatuba, Praia Grande, São Jose dos Campos, além da capital, Grande São Paulo e na região de Sorocaba

Dois líderes de uma organização criminosa, voltada ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, foram presos na quarta-feira (11). Durante a Operação Codinome, realizada pela Polícia Militar, a operação foi deflagrada para o cumprimento de mandados de prisão temporária e de busca e apreensão na capital, Grande São Paulo, regiões de Ribeirão Preto e Sorocaba e Litoral Norte.
Os trabalhos foram coordenados pelo Centro de Inteligência da Delegacia Seccional de Ribeirão Preto, responsável pelas investigações, com apoio operacional da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) da mesma região, além de equipes do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope) e dos Departamentos de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 1ª e 7ª, regiões de São José dos Campos e Sorocaba, respectivamente.
As ordens judiciais foram cumpridas nas cidades de Caraguatatuba, São Paulo, São Bernardo do Campo, Ribeirão Preto e Boituva, resultando nas duas prisões e na apreensão de computadores e documentos que serão periciados.
Os dois detidos, assim como outros investigados que foram presos ao longo das apurações, responderão pelos crimes de organização criminosa, tráfico e associação para o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
As atividades em campo da terça-feira mobilizaram mais de 50 policiais, em 13 viaturas.

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A Operação Codinome é resultado de uma apuração que permitiu identificar membros de um grupo criminoso que utilizavam codinomes para evitar suas identificações.
De acordo com a investigação, esses suspeitos exploravam o comércio de entorpecentes de forma empresarial em diversas regiões do estado, em pontos localizados nas cidades de Praia Grande, Cananéia São Paulo, Mairiporã, Ribeirão Preto, Laranjal Paulista e Itapetininga.
Um dos investigados chegou a ser preso no momento que transportava drogas, permitindo os policiais civis aprofundarem ainda mais nas apurações e verificarem que a organização criminosa lucrava cerca de R$ 200 mil por semana com a atividade ilícita e que a lavagem desse dinheiro era feita por duas pessoas que auxiliavam o grupo, também presas ao longo das investigações.
Também foi constatado que entre os líderes do grupo criminoso estão dois empresários, que residem em apartamentos localizados em condomínios de luxo no Parque São Lucas, na zona leste de São Paulo, e no centro de São Bernardo do Campo, na região metropolitana.
Dois líderes da organização foram presos durante a operação. Duas empresas pertencentes aos investigados, localizadas em Caraguatatuba e São Bernardo do Campo, também estão entre os mandados de busca e apreensão que foram cumpridos.