No centro da briga está criança de um ano, neta da mulher e filha do casal; avó acusa filho e nora de a impedirem de ver criança e a agredirem após ela insistir; casal afirma que se defendeu após ela iniciar as agressões

Uma mulher de 52 anos acusou o próprio filho e sua nora de a agrediram até ela ter uma convulsão, na tarde deste domingo (26), em Praia Grande, no litoral de São Paulo, após um desentendimento relacionado a visitas à filha de um ano do casal, neta da mulher.
Na noite do mesmo dia, ela procurou a polícia de Praia Grande e denunciou o filho e a nora. O casal negou as agressões. Entretanto, uma outra filha da mulher, irmã do suposto agressor, confirmou as agressões e afirmou que também apanhou do irmão e da cunhada durante uma confusão familiar generalizada.
Em depoimento, a mulher afirma que seu filho, de 23 anos, e sua nora, de 27, moram juntos em uma residência no bairro Trevo. Decorre que, diz ela, seu filho a tem proibido de ver a neta, razão pela qual ela obteve uma decisão judicial da 2ª Vara de Família de Praia Grande, autorizando-a a ver a criança.
Mesmo assim, disse ela, seu filho não respeita os horários determinados judicialmente. Neste domingo, relata ela em depoimento, seu filho levou sua neta para visitá-la em seu endereço, na rua Raul Pompeia, mas logo levou a criança embora, reclamando e discutindo, como habitualmente, visto que a relação entre as partes é conturbada.
Indignada com a postura do filho, a avó afirma que foi até a casa dele, visando conversar sobre o ocorrido, pois pretende ver a neta com regularidade, respeitando o acordo judicial.
Entretanto, a mulher afirma que, ao chegar à residência do filho, não só não houve acordo entre eles, como, em seguida, arrasada pelo imbróglio familiar, teve uma crise convulsiva e desmaiou diante do casal e da neta.
A mulher esclareceu que é epiléptica e deficiente física e toma medicamentos controlados desde a infância para controlar as crises convulsivas. Ela afirmou que não tinha convulsões há quatro anos.
Uma outra filha da mulher, uma estudante de 15 anos, afirma que foi chamada pelo irmão, e foi ao local para socorrer a mãe. A jovem relata que, assim que sua mãe se recuperou da convulsão, houve uma nova discussão e uma briga generalizada entre as partes, afirmando que o irmão e cunhada agrediram sua mãe e também ela.
Após a briga, por volta das 21h do mesmo dia, a avó e a filha estudante foram ao 1º DP de Praia Grande denunciar o filho e a nora. Quando ambas estavam depondo, o casal também chegou à delegacia para apresentar sua versão.
Em depoimento, o jovem argumentou que sua mãe apresenta crises que a tornam “agressiva e descontrolada”, ingere medicamentos controlados e que, durante a confusão, apenas tentou separar sua mãe e sua companheira, após sua mãe ter iniciado a briga.
A esposa do jovem confirma a versão dele. Ela argumenta que sua sogra “sofre de problemas mentais”, necessitando de controle por medicamentos, sendo agressiva, e que apenas tentou se defender, visto que sua sogra partiu para cima dela e deu início às agressões físicas.
De acordo com o boletim de ocorrência, a mãe do jovem apresentava lesões visíveis e foi encaminhada para realizar exame de corpo de delito. A filha dela, irmã do jovem, que afirmou também ter sido agredida, não apresentava lesões.
O caso foi registrado no 1º DP de Praia Grande como violência doméstica e lesão corporal em desfavor do filho e da nora. Eles foram ouvidos e liberados.