ACERTO DE CONTAS FAMILIAR

Praia Grande: após mais de 20 anos, homem ameaça irmã mais velha por tê-lo traumatizado na infância

Irmã mais velha de 45 anos, afirma que não fala com irmão há 17 anos, e que ele a procurou afirmando que “ela vai pagar” pelas violências cometidas contra ele na infância; mulher nega as acusações do irmão e procurou a polícia


Da redação
Publicado em 19/05/2021, às 15h11 - Atualizado às 15h30

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Praia do Canto do forte, em Praia Grande, no litoral paulista Praia da canto do forte Praia - Flávia Souza
Praia do Canto do forte, em Praia Grande, no litoral paulista Praia da canto do forte Praia - Flávia Souza


Quem, no último domingo (15), avistasse um homem de 35 anos gritando na portaria de um prédio na Rua Rui Barbosa, no Canto do Forte, em Praia Grande, não imaginaria que no lugar mora a irmã, dez anos mais velha, desse mesmo homem.

Não imaginaria também que o homem, que não fala com a irmã há mais de 17 anos, a acusava e a cobrava por um trauma de infância, ocorrido há mais de 20 anos.

Segundo versão da irmã, ela sempre teve uma relação conturbada com o irmão, fato que o levou a sair de casa há 18 anos, assim que atingiu a maioridade, para morar com seu namorado à época.  



A mulher, de 45 anos, relata que desde então não mantém contato com o irmão, porém ele ocasionalmente envia a ela mensagens de duro teor. Assim, segundo a mulher, ocorreu na data em que o homem foi na porta de seu prédio.

O irmão teria enviado mensagens para a irmã, acusando-a de discriminação pelo fato de ele ser homossexual, afirmando que ela o teria agredido fisica, verbal e sexualmente na infância e que aquilo não ficaria assim, que iria "acertar as contas" e que sua irmã "iria pagar".

A mulher nega as acusações. Ela afirma que o irmão sempre foi agressivo e que, após as ameaças, bloqueou o irmão no aplicativo de mensagens whatsapp e que, após isso, ele insistiu e a procurou pelo whatsapp do pai de ambos, tendo ela bloqueado o irmão também no whatsapp de seu genitor.  



Bloqueado virtualmente, o irmão, que reside na Av. Paris, no Boqueirão, também em Praia Grande, dirigiu-se até o prédio da irmã, no Canto do Forte, onde, bloqueado no portão, teria repetido as mesmas acusações feitas por mensagem.

Nesta terça-feira (18), a mulher procurou a Delegacia de Defesa da Mulher de Praia Grande, onde o caso foi registrado, em desfavor do irmão mais novo, como calúnia, difamação, ameaça e violência doméstica.   

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