GOLPE ARDILOSO

Músico sai de Campinas para ser enganado em Praia Grande, tem prejuízo de R$ 14 mil, mas dá o troco

Homem comprou carro mas não levou; ao descobrir que havia caído em golpe elaborado, músico conseguiu confrontar um dos homens que o teria enganado, mas não conseguiu recuperar seu dinheiro e procurou a polícia


Da redação
Publicado em 30/07/2021, às 12h16 - Atualizado às 14h43

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Caso foi parar na delegacia de Praia Grande (SP) CAPA - Músico sai de Campinas para ser enganado  em Praia Grande (SP); prejuízo de R$  14 mil - Esther Zancan
Caso foi parar na delegacia de Praia Grande (SP) CAPA - Músico sai de Campinas para ser enganado em Praia Grande (SP); prejuízo de R$ 14 mil - Esther Zancan


Um músico de 34 anos saiu de Campinas nesta terça-feira (27) crente de que faria um bom negócio na compra de um carro em Praia Grande, mas acabou descobrindo que havia caído em um elaborado golpe, amargando um prejuízo de R$ 14.500. Na noite do mesmo dia, o músico procurou o 1º DP de Praia Grande e denunciou o golpe em que havia caído, apesar das precauções que tomou.

Em depoimento, o músico afirmou que se interessou pelo anúncio de um veículo em uma plataforma de vendas online e começou a tratar com o suposto proprietário do carro, que se identificava como Júnior.

A negociação avançou e, na manhã desta terça-feira, em contato telefônico com Júnior, o músico de Campinas pediu a identificação do veículo e também um desconto para pagamento à vista. O vendedor concordou, passou o número do renavam do carro e aceitou o desconto, com a condição de que o músico fechasse o negócio naquele mesmo dia.



O campinense então, saiu de sua cidade e foi a Praia Grande, imaginando que adquiriria o carro com um belo desconto. Mal ele sabia que estava prestes a cair em um golpe ardiloso.

O suposto vendedor Junior, instruiu a vítima a ir até um apartamento na avenida Presidente Castelo Branco, em Praia Grande, e procurar por um rapaz chamado Douglas, seu suposto cunhado, que  mostraria o veículo ao músico.

O músico seguiu as instruções, foi ao endereço no bairro Mirim, encontrou Douglas que confirmou ser cunhado do suposto vendedor e mostrou o carro ao músico. Em seguida, Douglas levou o músico até um apartamento no prédio e mostrou também um recibo do veículo, em que, segundo o músico declarou à polícia, todos os dados batiam com o do veículo anunciado e recém-verificado por ele.



A venda fica estranha

E aí, porém, que a compra começa a ficar estranha. Repentinamente, Douglas, o suposto cunhado do vendedor, disse ao músico que teria que sair, alegando que tinha uma reunião de negócios. Ele instruiu o músico a concluir a negociação com o suposto vendedor e que, na volta, lhe entregaria o carro.

O músico assim fez, deixou o apartamento do suposto cunhado e, por volta das 18h, concluiu a negociação com Junior, o suposto vendedor. Via pix o músico transferiu R$ 14.500 para duas contas indicadas pelo sujeito.

Músico percebe que caiu em golpe

Após ter feito o segundo Pix, o músico foi avisar o suposto vendedor de que já havia feito o pagamento, imaginando que dali a instantes assumiria o volante do desejado veículo. Porém,  Júnior, depois de receber, deixou de responder as mensagens do músico e também não mais atendeu a suas ligações. Naquele instante, disse o músico, ele percebeu que havia caído num golpe.



Enganado e desfalcado, o músico resolveu retornar ao prédio onde o suposto cunhado do vendedor lhe mostrou o carro e os documentos e ficou esperando o retorno de Douglas.  

Ele, o músico, hospedou-se em uma pousada em frente ao edifício e ficou de tocaia, esperando o homem que havia lhe mostrado o carro retornar. Por volta das 21h20 o músico viu o mesmo carro pelo qual havia pago entrar no prédio e correu para a portaria, mas não conseguiu falar com Douglas.

Na manhã do outro dia, porém, o músico retornou ao prédio e conseguiu interpelar Douglas que, segundo o músico, mudou a história que havia lhe contado no dia anterior.



O troco

Confrontado, Douglas teria dito ao músico que não era cunhado de Junior e que o suposto vendedor na realidade era comprador do carro que ele, Douglas, realmente estava vendendo, dentre outras contradições.

Perguntado pelo músico porque ele teria afirmado que era cunhado do homem sem sê-lo, Douglas teria afirmado que agiu a pedido de Junior. O músico também afirma que pediu o contato de Junior a Douglas, bem como que ele o acompanhasse à delegacia, mas o homem se recusou.

O músico, então, procurou o 1º DP de Praia Grande, onde disse acreditar que os dois homens que se apresentaram a ele como Junior e Douglas sejam comparsas e que deseja representar criminalmente contra ambos. O caso foi registrado como estelionato.



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