200 VEZES

Mulher descobre que pagou R$ 10.000 em entrega de R$ 50 em Praia Grande (SP)

Golpe da entrega faz mais uma vítima em Praia Grande; mulher fez pedido de medicamento por aplicativo de entregas e descobriu que foi cobrada 200 vezes valor original; é o segundo caso na cidade em menos de duas semanas


Da redação
Publicado em 30/09/2021, às 10h49 - Atualizado às 20h39

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Moradora do bairro Aviação pagou 200 vezes valor de medicamento pedido por aplicativo de entregas capa - Mulher descobre que pagou R$ 10.000 em entrega de R$ 50 em Praia Grande (SP) - Turismo PG
Moradora do bairro Aviação pagou 200 vezes valor de medicamento pedido por aplicativo de entregas capa - Mulher descobre que pagou R$ 10.000 em entrega de R$ 50 em Praia Grande (SP) - Turismo PG


O golpe dos aplicativos de entrega vem se espalhando como rastilho de pólvora em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Desta vez, uma analista de 38 anos descobriu que pagou R$ 10.000 em um medicamento de R$ 50 ao fazer um pedido por meio de um aplicativo de entregas, no início da noite desta terça-feira (28). Menos de duas semanas antes, uma empresária foi cobrada 100 vezes o valor de uma refeição em um embuste similar.

Ao perceber que havia sido vítima de um golpe, a mulher denunciou o embuste no 1º DP de Praia Grande. Em depoimento, a analista, moradora de um apartamento no bairro Aviação, afirma que, por volta das 18h de terça-feira, fez um pedido de medicamento por meio de um aplicativo de entregas pelo qual pagou, no próprio aplicativo, a soma de R$ 50. 

Entretanto, relata a analista, minutos depois, ela recebeu uma mensagem do entregador pelo chat do próprio aplicativo, afirmando que havia tido um problema com seu veículo e que a farmácia entraria em contato com ela.



Em seguida, a mulher recebeu um telefonema, supostamente do atendimento ao cliente da rede de farmácias em que ela fez a compra, confirmando a versão do entregador.

O suposto atendimento, então, relata a analista, afirmou que estornaria os R$ 50 pagos por ela e enviaria um entregador da própria farmácia. No entanto, o pagamento deveria ser feito em uma máquina física, no ato da entrega.

A analista afirma em depoimento que, “inocentemente” concordou. Cerca de 20 minutos depois, o suposto entregador da farmácia chegou ao apartamento da analista com o medicamento. Ela relata que ele apresentou a nota fiscal do produto, proveniente da farmácia, e que observou que a motocicleta do entregador estava sem placa.



A mulher afirma que, no momento do pagamento, fez questão de conferir o valor no visor da maquininha, onde constava os R$ 50 cobrados pelo produto. Entretanto, cinco minutos depois, assim que retornou ao seu apartamento, ela afirma que recebeu uma notificação de seu banco por SMS, informando-a que havia pago a soma absurda de R$ 10.043 pelo remédio de R$ 50.

A analista declarou em depoimento que tentou um estorno junto ao banco, mas não conseguiu. Ela relata também ter ido à drogaria onde fez o pedido pelo aplicativo e denunciado o caso.

No local, ela obteve uma cópia da ordem de compra, assinada pelo mesmo entregador que entrou em contato com ela afirmando que estava impossibilitado de realizar a entrega.



A suspeita é de que o entregador que inicialmente contatou a analista esteja em conluio com um cúmplice que se passou pelo atendente da rede de farmácias. O objetivo dos dois seria convencer a vítima a pagar o produto no cartão.

Após o contato, com o produto coletado na farmácia, o mesmo entregador se passa por outro. Como a vítima conferiu o valor no momento do pagamento, o tipo de fraude operada na maquininha permanece um ponto de interrogação e segue em investigação.  

De acordo com o especialista em segurança digital, Felipe Galofaro, diretor da Elytron Security, empresa de segurança digital, os criminosos costumam se aproveitar das fragilidades das pessoas para ter benefícios próprios, uma técnica conhecida como engenharia social.



Embora todos estejam sujeitos aos golpes, o especialista recomenda atenção redobrada em casos que envolvam ligações e compras, sobretudo quando algo foge do protocolo.

“Sempre desconfie de qualquer mensagem ou ligação de números desconhecidos. Nunca entregue suas senhas, informações pessoais para outras pessoas, você se torna uma vítima mais atraente quando possuem algumas informações sobre você”, alerta Felipe. 

O Portal Costa Norte não conseguiu contatar a analista. O caso foi registrado no 1º DP de Praia Grande como estelionato.



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