Ocorrência de som alto terminou em pancadaria entre policiais e moradores de bairro da cidade; policiais disseram que foram insultados e agredidos por moradores do bairro ao atender ocorrência e que jovem tentou tomar a arma de agente durante confusão; moradores dizem que policiais chegaram com truculência e que um policial chutou a cabeça de um morador; três moradores, incluindo u

Uma ocorrência de som alto em Praia Grande, no litoral de São Paulo, acabou em agressões entre uma dupla de policiais e moradores do Bairro Trevo, na noite deste sábado (10). Três moradores, entre eles um casal, foram presos por lesão corporal e desacato.
As versões dos policiais entram em conflito com a dos moradores. O trio de moradores relata agressões e xingamentos por parte dos policiais, já os policiais relatam que os moradores os teriam agredido e um deles chegou a tentar tomar sua arma e que, diante disso, apenas usaram a força necessária para neutralizá-los.
Por volta das 23h deste sábado, uma dupla de policiais, uma feminina e um masculino, foi atender a uma ocorrência de perturbação de sossego na rua Joaquim Osório Duque Estrada.
Ao chegarem ao local, uma moradora, aparentemente embriagada, estava sem máscara e teria respondido com insultos à solicitação da policial feminina de que fosse colocar o item de proteção e dado às costas à agente. Até esta parte a versão dos policiais bate com a dos moradores.
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Os policiais afirmam, porém, que a moradora, uma atendente de 26 anos, ao ser alertada por um dos dois policiais que poderia ser presa por desacato, o xingou de palavrões, deu um tapa na mão do policial e apontou o dedo no rosto dele.
O policial, então, segundo sua versão, teria tentado imobilizar a moradora, mas outros moradores teriam intervido. Nesse momento, a atendente teria agredido o policial e rasgado sua farda e a capa de seu colete. A parceira do policial, então, afastou a atendente.
Os agentes, então, acionaram o reforço para apoiar na ocorrência e teriam sido insultados pelo grupo que os chamou, entre outros nomes impronunciáveis, de “lixos” e os desafiou a “vir pra porrada”, “para tirar a farda que sem a farda ele não aguentava com eles” e que “sem a farda não era homem”. Durante a confusão, o policial relata que sofreu outras agressões.
Com a chegada do reforço, os policiais conseguiram imobilizar a jovem, seu marido e outro morador. No momento em que foi imobilizada, a jovem teria tentado tirar a arma de um dos policiais.
A versão dos moradores é diferente. A atendente relatou que a caixa de som alto não era dela e que estava conversando no local e que os policiais teriam chegado “revoltados” ao local.
Ela assume que talvez sua resposta não tenha sido boa, mas diz que foi colocar a máscara dentro de sua casa e por isso teria virado as costas e saído andando. Ela alega que o policial a insultou nesse momento e que começou a agredi-la, derrubando-a no chão e que, ao tentar se levantar, a policial feminina começou a agredi-la também.
Ao vê-la apanhando, relata a jovem, seu marido interveio e também apanhou do policial que o teria derrubado no chão e chutado sua cabeça. O marido da jovem, um vendedor de 30 anos, relatou que o policial começou a bater em sua esposa e que ele interveio e pediu para que parasse.
Ele afirma que sua esposa teria voltado e se dirigido à policial feminina e falado para que “honrasse as mulheres e não deixasse que ele fizesse aquilo com ela”. Nesse momento, a policial teria dado um “gogó” na sua esposa e as duas teriam caído no chão. Ele relata que, ao tentar defender sua esposa, o policial masculino teria chutado sua cabeça e falado que iria levá-lo preso.
O terceiro morador preso, um ajudante de 28 anos, relatou que apenas havia saído na rua para fumar um cigarro e acabou preso também.
Todos os envolvidos passaram por exame de corpo de delito no IML. A capa e o colete do Policial Militar foram enviados para perícia. Os moradores vão responder por desacato e lesão corporal. O caso corre no 1º DP de Praia Grande.