Criança tinha diagnóstico confirmado de síndrome de Willians; níveis de autonomia de pessoas com a doença variam, porém eles podem ter limitações de coordenação, de equilíbrio e atraso psicomotor

O menino de 12 anos que morreu ao cair do 13º andar do prédio onde morava, em Praia Grande, no litoral de São Paulo estava diagnosticado com uma desordem genética rara que poderia exigir que ele tivesse atenção especial. Segundo informações obtidas pelo Portal Costa Norte, a criança era FISH positivo, ou seja ela era diagosticada com síndrome de Willians. A confirmação da síndrome se dá por meio de um exame molecular e quem tem a doença pode ter limitações de coordenação, de equilíbrio e atraso psicomotor. Em depoimento, a responsável pelo menino afirmou que o havia deixado sozinho no momento do acidente.
De acordo com a fundadora da ABSW (Associação Brasileira da Síndrome de Willians), Jô Nunes, de 57 anos, os níveis de dependência da síndrome de Willians variam muito, mas não era recomendável que o menino ficasse sozinho tendo a síndrome. “Independentemente de ter síndrome de Willians ou não, uma criança de 12 anos não pode estar sozinha. Agora, tem esse agravante da síndrome de Wiliians”.
Segundo Jô, que foi mãe de uma das primeiras crianças diagnosticadas com a síndrome no país, os níveis de autonomia daqueles diagnosticados com a síndrome são variáveis “A ABSW atende mais de 4 mil crianças com a síndrome de Willians no Brasil. Têm pessoas com a síndrome, adultos, casados, que dirigem e trabalham. E há outros, da mesma idade, que precisam de ajuda com cuidados básicos de higiene. Então, varia muito. Mas nesse caso, até por ser criança, entendo que ele não poderia estar sozinho”, opina.
O prédio de onde o menino caiu fica na Rua Luiz Antônio de Andrade Vieira, no bairro Boqueirão. De acordo com informações preliminares, a mãe teria informado à polícia que havia acabado de sair para fazer compras no bairro, deixando o adolescente trancado sozinho no apartamento. Quando a mãe retornou, o filho já havia caído. Ainda não há informações se haviam outros moradores no apartamento, tampouco se o adolescente estava habituado a permanecer sozinho no apartamento. Também não há informações sobre o pai do menino.

Como foi o acidente
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Aproximadamente às 13h30, o jovem caiu em um terreno na Avenida São Paulo, que fica em frente à janela de seu apartamento. No local há um prédio em construção. Transeuntes ouviram a queda e acionaram Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) que chegou minutos depois ao local e constatou o óbito do adolescente.
Além do Samu, foram acionados o resgate do corpo de Bombeiros e a Polícia Militar. O caso foi registrado no 1º DP de Praia Grande. A perícia da Polícia Civil também foi contatada e vai investigar as circunstâncias da queda do adolescente.
