Advogada afirma que notou tristeza no comportamento da filha de 12 anos, estudante do 7º ano de escola particular na cidade; menina afirmou que não queria mais voltar para escola e, ao ser questionada pela mãe sobre motivo, revelou que professora costuma insultá-la e humilhá-la diante de toda turma, desde o retorno das aulas presenciais

Uma advogada de 35 anos denunciou a professora de uma escola privada em Praia Grande, no litoral de SP, por expor sua filha, de 12 anos, a situações de humilhação na frente dos colegas de classe. A mãe da criança procurou a polícia na manhã desta terça-feira (25), e abriu um boletim de ocorrência, com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A criança estuda no 7º ano de uma escola particular no bairro Tupi, que retornou recentemente às aulas presenciais intercaladas com aulas remotas. Segundo a mãe da criança, após o retorno às aulas presenciais, a menina começou a demonstrar tristeza no comportamento.
Nesta terça-feira, a mãe da criança relatou à polícia que, ao ir buscar a filha na escola na manhã da mesma data, ela “estava triste” e lhe disse que não queria mais voltar para a escola.
Ressabiada, a mulher buscou saber o que motivava o desejo da criança de não ir mais à escola, quando, então, sua a filha lhe revelou uma série de humilhações que vem sofrendo, em sala de aula, na frente dos colegas, por parte da professora.
Segundo a advogada, a filha lhe relatou que, durante as aulas presenciais, a educadora passou a humilhá-la e insultá-la, chegando a afirmar que a menina, de 12 anos, é "problemática e desocupada" - o que a deixa constrangida perante a classe.
Nesta terça-feira, segundo relato da mulher, as humilhações atingiram o ápice. A menina, denunciou a mãe, levantou as mãos pedindo para ir beber água e a professora, sem qualquer resposta, "ficou fitando a criança".
Sedenta, a criança continuou com a mão erguida e novamente pediu licença para beber água. Tão logo esta se levantou, a professora afirmou, diante da turma, “menos uma problemática". Depois disso, a menina afirmou que ficou com vergonha e medo de retornar para a sala.
Ao tomar conhecimento do relato da filha, a advogada procurou a coordenação pedagógica da escola que afirmou que tomaria providências junto à direção e verificaria a possibilidade de ela, a mãe, ver as imagens das aulas - uma vez que a escola mantém câmeras na sala onde teriam ocorrido as humilhações à criança. Depois, entretanto, a mulher foi informada pela escola que não poderia ver as imagens, pois a aula em questão não havia sido gravada.
Na mesma data, a mãe da criança procurou a Delegacia de Defesa da Mulher de Praia Grande e denunciou o caso, registrado como submissão de criança ou adolescente a vexame, com base no artigo 232 do ECA. A polícia investiga o caso.