GOLPE CRUEL

Idoso de Praia Grande economiza R$ 63 mil 'a vida inteira' para pagar casa e perde tudo em golpe

Homem de 69 anos caiu em ardiloso golpe bancário; ele afirma que perdeu dinheiro que economizou a vida inteira, destinado a pagar sua casa própria; há indícios de atuação de quadrilha especializada


Da redação
Publicado em 25/06/2021, às 14h16 - Atualizado às 20h16

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Ação especial permanece até o final de fevereiro Praia Grande Orla de Praia Grande com coqueiros, prédio e a praia - Flávia Souza
Ação especial permanece até o final de fevereiro Praia Grande Orla de Praia Grande com coqueiros, prédio e a praia - Flávia Souza


Um idoso de 69 anos, morador de Praia Grande, no litoral de São Paulo, perdeu R$ 63 mil em uma ardilosa fraude bancária na última segunda-feira (21). Três dias depois, nesta quinta-feira (24), o idoso procurou a polícia e denunciou o caso. 

Em depoimento, o idoso, que é oficial reformado das forças armadas, disse que o montante que perdeu eram todas as suas economias, juntadas ao longo da vida e destinadas a terminar de pagar sua casa própria.

À polícia de Praia Grande, o idoso detalhou a ardilosa armadilha de que foi vítima. Ele afirma que, na última segunda-feira, recebeu uma ligação cujo interlocutor, de voz feminina, afirmava tratar-se do setor de segurança do banco onde ele mantinha seu dinheiro.



Em tom de urgência, a mulher disse que alguém, naquele exato momento, estava em posse de um cartão clonado dele fazendo compras em uma loja de Santos. Naquela altura, o idoso ainda não sabia, mas essa era a primeira de três etapas do golpe. Em seguida, a suposta funcionária orientou o idoso a contatar o número que se encontrava no verso do cartão e bloqueá-lo imediatamente.

A orientação, no entanto, era, na realidade, uma isca, usada para dar um ar de idoneidade ao golpe. Antes de encerrar, a suposta funcionária disse que havia uma opção de transferência do idoso para a central que efetuaria o bloqueio.

Pego de supetão, o vulnerável idoso permaneceu na linha e caiu na segunda etapa da arapuca. Outra voz feminina falou com ele, e, dessa vez, o orientou a cortar os cartões ao meio e a escrever uma carta de próprio punho, onde deveria também constar a senha do cartão e enviar para o banco.



Instantes depois de encerrar a ligação, na terceira etapa do golpe, um homem tocou a campainha da casa do idoso, no Balneário Flórida, afirmando ser um funcionário do banco  e pediu a carta de próprio punho que ele acabara de escrever. Sem desconfiar, o idoso entregou a carta, onde havia sido orientado a registrar todos os seus dados, inclusive a senha do cartão.

Só depois de se acalmar, o idoso desconfiou da situação e resolveu ligar em um número oficial de seu banco. Neste momento, ele foi informado de que uma série de operações haviam acabado de ser feitas em sua conta, totalizando um desfalque de R$ 63 mil, tudo que ele tinha na conta.

O idoso declarou à polícia que não anotou a placa do carro que foi até sua casa, que apenas sabe ser da cor branca. Ele também afirmou que o dinheiro perdido eram as economias de sua vida toda, destinadas ao pagamento de sua residência.



O homem também disse que, embora não seja seu costume fazer transações financeiras pela internet, o banco não detectou, tampouco bloqueou, nenhuma das operações. Na manhã desta quinta-feira, o idoso procurou o 3º DP de Praia Grande, onde o caso foi registrado como estelionato.

A polícia orientou o idoso a requerer, junto ao banco, os números da conta ou das contas, para onde as economias de sua vida foram transferidas. Por enquanto, tanto as mulheres que falaram ao telefone com o idoso, quanto o homem que bateu em sua porta não foram identificados. O caso segue em investigação.

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