Advogada de 75 anos desocupou seu imóvel há cinco meses para ficar com sua filha em São Paulo; ela estranhou consumo em conta de luz, em imóvel que ela acreditava estar vazio; ao verificar sua casa em Praia Grande, idosa deu de cara com nova moradora que afirmou ter comprado o imóvel de outra pessoa

Uma idosa de Praia Grande, no litoral de São Paulo, se viu envolvida numa situação surreal, no início deste mês, há cerca de duas semanas. Em estranhas circunstâncias, a mulher de 75 anos, que é advogada, descobriu que seu imóvel em Praia Grande, desocupado por ela há cerca de cinco meses, não só havia sido vendido sem o seu conhecimento, como já estava com uma pessoa morando no local.
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A nova moradora alegou que comprou o imóvel de uma outra pessoa que não é a proprietária, segundo a versão da idosa. Nesta terça-feira (25), ela, a idosa, procurou o 3º DP de Praia Grande e denunciou o caso.
Há cinco meses, em janeiro deste ano, para não ficar sozinha em Praia Grande, a idosa mudou-se temporariamente para a casa de sua filha em São Paulo - deixando sua casa no litoral desocupada.
No início deste mês, porém, uma conta de luz chamou a atenção da advogada de 75 anos. Mesmo com ela tendo saído do imóvel, o consumo energético da casa em Praia Grande, que ela acreditava estar vazia, havia aumentado.
Ressabiada, a mulher contatou a concessionária, e pediu uma releitura do relógio de energia elétrica, acreditando ter havido um erro. Foi quando a concessionária informou a ela que os moradores da casa não haviam solicitado a releitura.
Suspeitando ainda mais, na manhã do último dia 11, a mulher foi até sua casa em Praia Grande verificar e deu de cara com uma mulher morando na casa. Na data, a idosa então acionou a polícia, que foi até o local. A mulher que estava residindo no local afirmou que havia comprado o imóvel de um homem.
A idosa entrou na esfera competente com ação de reintegração de posse, e, nesta terça-feira procurou o 3º DP de Praia Grande, onde o caso foi registrado como esbulho possessório, que é a apropriação irregular de um bem de outra pessoa. A polícia investiga o caso.
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