FALCATRUA

Homem compra casa em Praia Grande, muda com a família e imóvel é posto à venda de novo

Morador afirma que vendeu seu imóvel em São Paulo e para comprar casa em Praia Grande; proprietária afirma que nunca assinou contrato de compra e venda; foi todo mundo parar na delegacia e, após interrogatório, corretor confessou que vendeu imóvel sem proprietária saber e ficou com dinheiro


Da redação
Publicado em 22/07/2021, às 16h52 - Atualizado em 23/07/2021, às 09h02

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Ação especial permanece até o final de fevereiro Praia Grande Orla de Praia Grande com coqueiros, prédio e a praia - Flávia Souza
Ação especial permanece até o final de fevereiro Praia Grande Orla de Praia Grande com coqueiros, prédio e a praia - Flávia Souza


Uma placa de “vende-se” posta na frente de um imóvel em Praia Grande, no litoral de SP, criou discórdia entre um corretor, um morador e uma proprietária e acabou revelando uma falcatrua.  

Após se deparar, nesta quarta-feira (21), com a casa que havia comprado posta à venda novamente, o atual morador procurou a polícia de Praia Grande e denunciou o corretor que lhe vendeu a casa e a proprietária do imóvel. A polícia interrogou os dois e o corretor acabou confessando que vendeu a casa sem o conhecimento da proprietária e que ficou com o dinheiro.  

O morador afirma que, em março deste ano, encontrou o imóvel à venda na internet e procurou o corretor, que lhe forneceu seu número do órgão de classe, e ambos prosseguiram com a negociação.



Posteriormente, ambos fecharam negócio de compra e venda do imóvel localizado no bairro Melvi. O morador afirma que vendeu sua casa em São Paulo para pagar a entrada de R$ 38.000 do imóvel em Praia Grande ao corretor, quando ambos assinaram o contrato de promessa de venda e compra em um cartório de Praia Grande.

Considerando que estava tudo certo, o homem se mudou com a família para Praia Grande, até que, nesta quarta-feira (21), ele se deparou com uma placa de “vende-se” na frente da casa que imaginava ser sua.

O homem afirma que, em contato com o corretor que lhe vendeu o imóvel, este lhe disse que “não era possível, pois estava tudo certo”.



Desconfiado, o morador entrou em contato com a proprietária anterior da casa que afirmou ter sido ela quem colocou a placa vendendo o imóvel. Segundo o morador, a mulher lhe disse que tinha apenas um contrato de locação com o corretor e que não havia assinado nenhum contrato de compra e venda.

À polícia, o morador afirmou que suspeitava que a proprietária era quem estava dando o golpe, pois teria colocado o imóvel à venda duas vezes, a segunda com ele morando. Desesperado, o homem lamentou, afirmando que gastou todo seu dinheiro na compra e agora não tem mais onde morar.

A proprietária, por seu turno, negou, e acusou o corretor, afirmando que ele tem mais de um número no órgão de classe dos corretores, e que nunca havia visto a cor do dinheiro que o morador pagou e que o corretor a havia ludibriado, afirmando que apenas havia alugado a casa para o morador, depositando para ela, valores de aluguel e ficando com o valor da venda.



Pressionado pela proprietária, pelo morador e pela polícia, após diversas desculpas, o corretor confessou, afirmando que a proprietária não sabia da venda.

O homem justificou tal ato em virtude de estar devendo dinheiro a agiotas. Ele disse, porém, que o valor pago pelo imóvel permanece em sua conta.

Mesmo assim, o corretor vai responder por estelionato no 1º DP de Praia Grande, onde o caso foi registrado. Tanto a proprietária quanto o morador afirmaram que tem a intenção de processar o corretor.



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