ADORÁVEIS VIZINHOS

Família é aterrorizada por vizinhos incomodados por cachorro de estimação em Praia Grande

Homem de 49 anos afirma que viveu momentos de terror na mão de vizinhos incomodados por latidos de seu cachorro de estimação. Ele acusa vizinhos de o caluniarem, tentarem fazer com ele fosse despejado e destruírem seu carro e relata que chegou a precisar se trancar em casa com sua família para não apanharem de casal de vizinhos


Da redação
Publicado em 04/11/2021, às 15h18 - Atualizado às 16h49

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Rua Tome de Souza, onde agressões aconteceram, segundo versão do gerente Capa - Família é acossada por vizinhos incomodados com cachorro em Praia Grande - Imagem: reprodução / Google Street Views
Rua Tome de Souza, onde agressões aconteceram, segundo versão do gerente Capa - Família é acossada por vizinhos incomodados com cachorro em Praia Grande - Imagem: reprodução / Google Street Views


Um gerente de 49 anos e sua família viveram momentos dignos de filme de terror na mão de uma família vizinha na tarde desta quarta-feira (3), na casa onde moram em Praia Grande, no litoral de São Paulo.

Por volta das 16 horas, quem passasse pela rua Tomé de Souza, no bairro Aviação, e avistasse o gerente, sua esposa e o filho, acossados, empunhando vassouras e segurando a porta, enquanto um vizinho enfurecido tentava invadir a residência com um porrete, não imaginaria que um inocente cachorro era o motivo da fúria tresloucada do morador da casa ao lado.

Entretanto, foi o que relatou o gerente em depoimento na noite do mesmo dia, quando denunciou o vizinho e a esposa dele à polícia. O gerente afirmou que, há seis meses, vive um conflito com uma família vizinha, moradora da casa abaixo da sua.



Incomodados com os latidos do animal, diz o gerente, seus vizinhos chegaram a pedir à imobiliária o cancelamento de seu contrato de aluguel, afirmando que o cachorro  osincomoda. Ele, o gerente, afirmou que chegou a precisar desmentir seus vizinhos na imobiliária, argumentando que o cachorro é adestrado e tem lugar para ficar dentro de sua residência e não iria se desfazer de seu companheiro de estimação por mais calúnias que seus vizinhos inventassem.

Nesta quarta-feira, porém, a pendenga atingiu outros níveis, foi da calúnia à violência e quase acabou em tragédia, segundo a versão do gerente.

Famílias moram no Bairro Aviação, um dos mais valorizados da Praia Grande Aviação - Família é acossada por vizinhos incomodados com cachorro em Praia Grande (Imagem: reprodução / Google Maps / Dalva Silva)



Ele afirma que ontem, mais uma vez, sua vizinha começou a reclamar dos latidos do cachorro e mandou uma mensagem para a imobiliária, afirmando que o animal havia defecado na frente da entrada da residência. Em seguida, o gerente afirma que também contatou a imobiliária e a desmentiu. Entretanto, como as casas são muito próximas, a vizinha ouviu e aí começou a escalada de violência.

A mulher, diz o gerente, não gostou de ser desmentida e, depois de insultá-lo com palavrões, ligou para o marido e, aos gritos, teve a audácia de dizer que ele, o gerente, havia invadido sua casa e a estava agredindo fisicamente naquele momento, o que ele nega. Ela “gritava muito”, disse o gerente em depoimento.

Instantes depois, o marido da mulher chegou ao local, já munido de um porrete e, perguntando aos berros quem estava brigando com sua mulher, começou a dar golpes no carro do gerente, estacionado na frente do local, danificando lanternas, vidros e lataria do veículo, um Astra prateado.



Não contente em destruir sua propriedade, o gerente afirma que o marido da vizinha, insuflado por ela, começou a subir a escada que dava acesso a sua casa, munido do porrete. Ele afirma que, neste momento, pegou uma vassoura, que foi que encontrou, para tentar demover o valentão, que tentava forçar a entrada em sua casa, enquanto ele, o gerente, sua esposa e filho seguravam a porta.

Enquanto isso, a esposa do valentão, relata o gerente, chamou outros parentes, os quais também começaram a ameaçar invadir a casa onde o gerente estava com sua família. A vizinha, diz ele, também começou a incitar outros moradores da rua a invadirem a casa do homem e o agredirem, além de afirmar que iria resolver a questão chamando “os irmãos”, em referência a facções criminosas que não são conhecidas pela delicadeza.

Acossado e ameaçado com sua família, o gerente afirma que chamou a polícia, momento em que os parentes dos vizinhos saíram do local. Por volta das 21h do mesmo dia, a Polícia Militar compareceu ao local e registrou a ocorrência como ameaça, dano e injúria em desfavor do casal de vizinhos - que não depuseram. O gerente tem seis meses para representar criminalmente contra eles.



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