Homem que prometeu matar o irmão de crença confessou ser ex-integrante de uma facção criminosa; ameaçado afirmou que tentava ajudá-lo a se reerguer e chegou a lhe emprestar um apartamento; motivo da recaída é um mistério; polícia investiga o caso

Um evangélico de Praia Grande, no litoral de São Paulo, recebeu uma jura de morte de quem ele menos esperava: um irmão da igreja. O desentendimento entre os irmãos de crença se deu nesta quarta-feira (23).
Amedrontado, o evangélico ameaçado procurou a polícia de Praia Grande no mesmo dia e, em depoimento, relatou que o irmão que proferiu as ameaças de morte afirmou ser um ex-criminoso integrante de uma facção criminosa.
De acordo com a vítima, um agente de segurança de 57 anos, ambos se conheceram em uma igreja evangélica de Santos, também no litoral de SP. Nas reuniões da congregação, ele, o ameaçado, soube que o outro homem, de 41 anos, estava desempregado, em intensas dificuldades financeiras e resolveu ajudá-lo a dar a volta por cima.
A vítima afirma que, há cerca de duas semanas, emprestou ao outro homem um apartamento de sua propriedade, localizado no Boqueirão. Desde então, afirma a vítima, o homem que viria a jurá-lo de morte morava lá.
A história que poderia ser de superação, no entanto, começou a ficar estranha nesta quarta-feira, horas antes das ameaças. O agente de segurança religioso afirma que arrumou um emprego para o homem, mas ele, inexplicavelmente, recusou o trabalho e também disse que não queria mais ficar no apartamento emprestado. Ato contínuo, ficou então combinada a devolução das chaves do imóvel às 19h daquele dia.
Quando se preparava para ir de Santos até Praia Grande pegar as chaves de volta, o agente de segurança recebeu uma ligação de uma vizinha, afirmando que o outro homem estava fora de si, descontrolado, ameaçando os vizinhos do prédio.
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Instantes depois, o evangélico de Santos afirma que recebeu um telefonema do homem, em que ele disse que, em breve, iria matá-lo. Entre as ameaças, o homem teria confessado que é, na verdade, um ex-integrante de uma facção criminosa com origens em São Paulo.
No depoimento, o religioso afirma que o homem proferia juras terríveis de morte, tais como "Eu vou te matar, sou ex-PCC e vou te matar, você vai ver. Nem que eu tenha que ir no teu trabalho, eu vou te matar".
Com medo, o evangélico não foi buscar as chaves e, na mesma noite, procurou o 1º DP de Praia Grande onde o caso foi registrado como ameaça. O evangélico não sabe explicar o que teria levado o homem que tentou ajudar a querer matá-lo. A polícia investiga o caso.