Ao ser cobrada por agiota, moradora de Praia Grande descobriu que amiga, moradora de Osasco, fez empréstimo com agiota em seu nome e não pagou
Uma mulher de 44 anos enganou a própria amiga e um agiota na mesma transação. Segundo a amiga enganada, a mulher, uma projetista de 44 anos, pegou uma soma emprestada com o agiota, mas não deu seu próprio nome ao criminoso, e sim o da amiga. Como se não bastasse, a mulher não pagou o empréstimo ao usurário.
Agora, afirma a amiga, o agiota a vem cobrando pela dívida que ela afirma não ser dela. Indignada, na última sexta-feira (17) ,ela procurou o 1º DP de Praia Grande, no litoral de São Paulo, e denunciou o agiota e sua suposta amiga.
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Em depoimento, a vítima, moradora do bairro Tupi, afirma que, há pouco mais de três meses, sua então amiga, que mora em Osasco (SP), ligou para ela, pedindo o número de sua conta no banco emprestada para receber uma soma de R$ 2.000 referente a um empréstimo com o agiota.
A mulher afirma que autorizou o depósito do valor em sua conta e diz que, tão logo recebeu o dinheiro, o transferiu para a conta da amiga. Contudo, no depoimento, a vítima não explicou por que emprestou a conta para a amiga que também possuía uma conta.
Agora, cerca de três meses após ter emprestado sua conta, a mulher relata que vem recebendo ligações do agiota, cobrando o pagamento do dinheiro emprestado, mais os juros, que não foram pagos pela amiga.
Só então, por meio do agiota cobrador, ela descobriu que o empréstimo havia sido feito em seu nome, e não no da amiga. No empréstimo, diz a vítima, sua amiga deixou cópias de seus documentos e uma foto dela em poder do agiota.
Legalmente, pegar dinheiro com agiota não é considerado crime. Já a prática de agiotagem, definida como o empréstimo de dinheiro sem autorização do Sistema Financeiro a juros excessivos, é considerada crime contra a economia popular, com pena de 6 meses a dois anos.
Além disso, especialistas indicam que, normalmente, a agiotagem está associada a outros crimes, como extorsão, abuso psicológico, ameaças e até agressões.
A mulher denunciou a suposta amiga e o agiota que a vem cobrando no 1º DP de Praia Grande. O caso foi registrado como estelionato, em desfavor da amiga, e extorsão, em desfavor do agiota.