VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Com mais de 700 mulheres atendidas, Guardiã Maria da Penha reforça fiscalização de medidas protetivas em Praia Grande

Grupamento da Guarda Civil Municipal realizou 64 mil rondas preventivas e soma 31 prisões por descumprimento de ordens judiciais e agressão este ano


Redação
Publicado em 19/09/2026, às 16h39

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imagem de GCMs da Guardiã Maria da Penha
Patrulhamento especializado realiza rondas periódicas nas residências e locais de trabalho de mulheres sob proteção judicial - Divulgação/Prefeitura de Praia Grande


O combate à violência contra a mulher e o acompanhamento ostensivo de medidas protetivas de urgência ganham escala em Praia Grande, no litoral paulista, com o balanço de atividades do Grupamento Guardiã Maria da Penha.

Desde a sua criação, em 2023, a equipe especializada da Guarda Civil Municipal (GCM) prestou atendimento direto a 731 mulheres vítimas de abusos físicos, psicológicos, patrimoniais ou sexuais no município.

Atualmente, o grupamento mantém o monitoramento contínuo de 212 moradoras que possuem ordens judiciais de afastamento contra ex-companheiros e agressores. O trabalho preventivo consiste na realização de visitas domiciliares sem aviso prévio, checagem de rotinas de trabalho e verificação de perímetros para garantir que os agressores não se aproximem das vítimas.

Apenas no decorrer deste ano, a atuação das patrulhas resultou na prisão em flagrante de 31 homens pela prática de violência doméstica ou pelo descumprimento deliberado das medidas protetivas expedidas pelo Poder Judiciário.

Ao todo, o grupamento já contabiliza mais de 64 mil rondas de fiscalização efetuadas nas vias do município. A inspetora Roberta Freitas explica o trabalho das equipes e ressalta a necessidade de se manter um olhar diferenciado principalmente, no que diz respeito ao acompanhamento das atendidas:

“São rondas diárias, visitas domiciliares, monitoramento das rotinas que têm como objetivo oferecer a segurança que elas precisam para sair de situações de abuso, violência e medo. As equipes precisam estar atentas a sinais sutis, ter um olhar sensível e cuidado”.

Prevenção, palestras e conscientização infantil

Além da patrulha ostensiva de proteção, o serviço atua na frente educativa para ampliar a identificação precoce dos ciclos de violência de gênero,  que abrangem desde a chantagem emocional e controle financeiro até a agressão física.



As equipes realizam palestras explicativas em empresas, organizações comunitárias e entidades da sociedade civil sobre os mecanismos da Lei Maria da Penha e os canais públicos de socorro.

Nas salas de aula do município, o projeto Guardiã nas Escolas aborda o tema com crianças e adolescentes por meio de material didático adaptado. Utilizando atividades lúdicas, o projeto ensina conceitos sobre respeito, igualdade de gênero, prevenção ao abuso infantil e identificação de sinais de violência no ambiente familiar.

Como denunciar e pedir socorro

A rede de proteção opera em regime de plantão contínuo para o atendimento de chamados de urgência e emergência. Qualquer mulher em situação de risco ou testemunha que presencie casos de violência doméstica pode acionar as patrulhas imediatamente pelo telefone 153 (Guarda Civil Municipal) ou pelo 190 (Polícia Militar).



O atendimento inicial envia a viatura comunitária mais próxima ao local da ocorrência. Após o registro da ocorrência e a concessão da medida protetiva pela Justiça, o caso é transferido para o acompanhamento diário das patrulhas especializadas da Guardiã Maria da Penha.

Guia de Serviços e Canais de Ajuda contra a Violência Doméstica

Órgão Atuante: Grupamento Guardiã Maria da Penha (GCM de Praia Grande)

Atendimentos Realizados: 731 mulheres acompanhadas desde 2023



Casos Ativos: 212 mulheres com medidas protetivas monitoradas atualmente

Telefone de Emergência (GCM): 153 (Atendimento 24 horas)

Telefone de Emergência (PM): 190 (Atendimento 24 horas)



Central Nacional de Atendimento à Mulher: 180 (Orientação e denúncia anônima)

Serviços Oferecidos: Rondas domiciliares, fiscalização de medidas protetivas, orientação jurídica e encaminhamento à rede socioassistencial

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