Caso ocorreu no bairro Solemar na véspera do Ano Novo

Uma briga de vizinhos iniciada por causa do barulho de um culto religioso acabou na delegacia em Praia Grande. O caso aconteceu no bairro Solemar na última sexta-feira (31).
Segundo o relato de uma das partes envolvidas no imbróglio, ele estava em sua residência e, por volta de 9h da manhã, foi surpreendido pelo barulho excessivo que partia da casa em frente.
O ruído era proveniente de um culto religioso envolvendo praticantes do candomblé, que era realizado dentro do imóvel. O morador contou também que havia muitas batidas de tambores, salva de palmas, cantorias, gritos, entre outros sons de instrumentos musicais.
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Como não conseguia nem ouvir sua TV, que já estava no volume máximo, o incômodo causado a ele e sua família o motivou a acionar a Polícia Militar (PM) e a Guarda Civil Municipal (GCM).
Logo após as viaturas irem embora, o barulho retornou. O morador acionou novamente a PM e a GCM, mas o barulho só deu uma trégua momentânea, e reiniciou no começo da noite.
A PM foi chamada pela terceira vez no mesmo dia ao local e conduziu o morador, sua esposa e o responsável pelo culto religioso que acontecia na casa em frente à delegacia.
O morador disse à autoridade policial que foi ofendido com palavras de baixo calão pelo vizinho e que também chegou a ser ameaçado, juntamente com sua esposa. Ela relatou que, ao sair de casa com a filha, escutou que “as esquinas são perigosas e que deveriam ter cuidado”.
Já o vizinho disse à polícia que é praticante de umbanda e que no dia dos fatos organizou uma cerimônia na tal casa. Relatou também que na residência havia seis pessoas e que, para a realização do culto, são utilizados instrumentos musicais, dois atabaques pequenos, além dos cantos e palmas, considerando que o barulho produzido não teria como causar transtorno aos vizinhos.
Ele segue o depoimento contando que foi surpreendido com a chegada da polícia e que chegou a parar a cerimônia para almoçar. Em seguida,observou que o vizinho da frente, havia acendido velas e batucava em um balde, zombando de sua religião e da cerimônia realizada pelas pessoas que estavam na casa.
Nesse momento, ele acionou a PM e um pouco antes da chegada dos policiais foi ofendido pelo vizinho que, entre palavras de baixo calão, disse que era “filho de juiz”.
O caso foi registrado no 1º Distrito Policial de Praia Grande, localizado no bairro Vila Tupi.
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