Localizada dentro da Estação Ecológica Jureia-Itatins, praia tem estado de conservação rigoroso, dois riachos e compõe cenário com muitos morros

Situada na estrada que liga o Guaraú à Barra do Una, a praia do Caramborê tem cerca de 550 metros e se destaca por suas águas limpas e esverdeadas.
Possui morros nas extremidades e ao fundo, com uma larga faixa de areia escura e firme. Localizada dentro da Estação Ecológica Jureia-Itatins, a praia é praticamente desabitada, com estado de conservação rigoroso.
A praia do Caramborê tem dois riachos: um que deságua no canto esquerdo e outro na região central da orla. Para quem segue pelo canto direito, após atravessar o costão rochoso do morro, chega-se ao vilarejo e à praia da Barra do Una.
Para acessar a praia do Caramborê, é preciso percorrer uma via de 8km de asfalto a partir da praia do Centro até o Guaraú e, em seguida, passar por 14km de estrada de terra.
O acesso para a Praia do Caramborê exige planejamento dos visitantes. Partindo de São Paulo, o motorista utiliza o Sistema Anchieta-Imigrantes e a Rodovia Padre Manoel da Nóbrega (SP-055) até a entrada de Peruíbe.
Do centro da cidade, é necessário seguir pela Estrada do Guaraú, que é asfaltada até o bairro de mesmo nome. A partir do Guaraú, o trajeto continua pela Estrada Guaraú-Una, uma via de terra com cerca de 14 quilômetros de extensão. De acordo com informações da Prefeitura de Peruíbe, o tempo de deslocamento do centro até a praia pode variar entre 45 e 60 minutos.
A estrada de terra atravessa áreas de mata fechada e apresenta trechos íngremes, o que requer cautela, especialmente em períodos chuvosos quando o solo fica escorregadio. Não há serviço de transporte coletivo que percorra este trecho final, sendo o acesso restrito a veículos particulares, bicicletas ou caminhadas de longa distância.
O local não possui casas de veraneio, de moradores nem estrutura comercial, a não ser um camping simples.
A Praia do Caramborê não possui infraestrutura turística na faixa de areia. Por se localizar em uma Estação Ecológica, o comércio de ambulantes e a instalação de quiosques ou restaurantes são proibidos.
Os visitantes devem levar seus próprios mantimentos e, obrigatoriamente, recolher todo o lixo gerado, já que não há coleta regular na área da praia. O único apoio logístico nas proximidades é um camping rústico situado antes da entrada da trilha.
No que diz respeito às atividades, a praia é procurada para banho de mar e para o lazer nos dois riachos de água doce: um localizado no canto esquerdo e outro na região central da orla.
A balneabilidade da água é monitorada periodicamente, e os banhistas devem consultar os boletins da Cetesb para confirmar as condições de banho. De acordo com as normas da Fundação Florestal e da Prefeitura, o uso de caixas de som de qualquer tipo é proibido no local para evitar a perturbação da fauna silvestre.
Além disso, a presença de animais domésticos (cães e gatos) não é permitida nas praias que compõem a Jureia-Itatins, visando prevenir a transmissão de doenças para os animais nativos e a predação de espécies locais.
Práticas esportivas como o frescobol são permitidas, desde que não interfiram no bem-estar dos demais frequentadores ou na preservação do ecossistema costeiro.
Devido à localização estratégica e ao isolamento, a Praia do Caramborê torna-se um ponto de observação para a migração de cetáceos durante o inverno. Entre os meses de junho e agosto, é possível avistar baleias-jubarte e baleias-francas que passam pelo litoral de São Paulo em busca de águas mais quentes.
Segundo o Instituto Argonauta, a região de Peruíbe faz parte do corredor migratório dessas espécies. Os visitantes podem realizar o avistamento a partir da areia ou dos costões rochosos, sem a necessidade de embarcações.
A recomendação dos especialistas é manter o silêncio e utilizar binóculos para uma melhor visualização dos animais sem causar estresse à fauna. Este fenômeno sazonal atrai observadores de vida selvagem e pesquisadores para a Estação Ecológica Jureia-Itatins neste período do ano.