
Foto: Divulgação/Cetesb
O naufrágio do iate que pegou fogo no fim de semana causou danos ao meio ambiente. Aproximadamente 100 litros de óleo diesel vazaram dos tanques de combustível e poluíram o mar. A embarcação estava atracada em um condomínio no bairro Cidade Jardim Tom, próximo da Estrada Bertioga-Guarujá. Equipes do Corpo de Bombeiros conseguiram controlar as chamas. Ninguém ficou ferido.
A Agência Ambiental de Santos diz que foram constatadas manchas oleosas nas águas próximas ao atracadouro e no Canal de Bertioga. Para contenção do produto, a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) solicitou a instalação de barreiras, além do lançamento de mantas absorventes e o recolhimento de resíduos flutuantes do incêndio.
Em nota, a Cetesb disse que o condomínio Marina Guarujá tem até 22 de novembro para atender as exigências, com apresentação de um Plano de Emergência Individual, para ocorrências com derrames de óleos nas águas do mar.
A companhia também informou que "o referido incêndio, seguido de naufrágio com vazamentos de óleos diesel, lubrificantes e hidráulicos foi o terceiro com embarcação atracada em píer interno à "Marina Guarujá- SAMAR" em dois anos".
O responsável pelo condomínio disse à Cetesb que "já há tratativas para a contratação de serviços e treinamento".
Incêndio
As chamas consumiram toda a parte interior do iate, incluindo as cabines. Apenas o casco resistiu ao fogo. A suspeita é que uma pane elétrica tenha provocado o incêndio. A Capitania dos Portos informou que peritos foram enviados ao local e um inquérito será aberto para determinar o que aconteceu.
A embarcação possui cerca de 20 metros de comprimento, tem capacidade para transportar até 18 pessoas, sendo um tripulante, e está avaliada em mais de R$ 5 milhões.