Aposentado de Mongaguá tenta se vacinar desde o dia 22 de abril, quando sua faixa etária estava sendo imunizada; após ir todos os dias no posto de saúde e ser informado que não havia doses, idoso agora foi informado de que perdeu a vez e “vai ter de esperar”, pois vacinação não está mais em sua faixa etária

Um aposentado de 66 anos de Mongaguá, no litoral de São Paulo, enfrenta uma odisseia para se imunizar contra a covid-19. Jorge Luiz Alves de Oliveira, morador da cidade, relatou à publicação A voz de Mongaguá, que vem lidando com burocracias e informações desencontradas no sistema de saúde do município.
Na terça-feira, 20 de abril, a cidade iniciou a vacinação da faixa etária de Jorge Luiz. Dois dias depois, o aposentado foi ao posto de saúde no Balneário Itaguaí receber a primeira dose, e ali começou sua via crucis em busca da vacinação.
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Na ocasião, relatou o aposentado, já não havia mais doses quando ele chegou. Desde então, todos os dias, ele, que é do grupo de risco da doença, vai religiosamente ao posto, às 7h da manhã, tentar se vacinar.

Em 30 de abril, a cidade paralisou a aplicação da primeira dose para a faixa etária a partir de 63 anos, sob a alegação de baixo estoque de imunizantes. Ou seja, Jorge teria de esperar ainda mais.
Nesta terça-feira (4), a prefeitura informou nas redes sociais que vai retomar as vacinações, dando início, nesta quarta, à vacinação da faixa etária de 60 a 62 anos.
Decorre que também na quarta-feira, o aposentado Jorge Luiz afirma que permaneceu horas no mesmo posto de saúde onde tem tentado se vacinar e uma funcionária lhe informou que ele não poderia se vacinar, pois sua faixa etária "já havia passado".
Inconformado, o idoso contatou a Diretoria de Saúde do município e relata que foi informado por telefone que “a ordem é essa” e que “ele vai ter que esperar”. O idoso também relata que na ligação, foi informado que a ordem vem do Governo Estadual, porém o governo nega.
A Secretaria de Estado de Saúde afirma que enviou quantidade suficiente de vacinas para Mongaguá de acordo com projeções populacionais, e que, em registros de aplicações, o município teria saldo de 900 doses.
“Conforme dados extraídos [nesta terça-feira] da plataforma VaciVida e cadastrados pelo próprio município, foram aplicadas 15,4 mil, o que representada ‘’saldo’’ de cerca de 900 doses. As remessas de doses consideram estatísticas populacionais para cada faixa previstas pelo Ministério da Saúde”, informou a pasta estadual.
O Portal Costa Norte questionou a gestão municipal de Mongaguá sobre os relatos do aposentado, porém, até a conclusão desta matéria, a prefeitura não se manifestou sobre o caso.
Com informações de A Voz de Mongaguá |Thiago Fróes