Relatório semanal da Cetesb aponta todos os pontos monitorados do município como impróprios para banho; confira a lista das praias

O relatório semanal de balneabilidade divulgado pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) aponta 12 pontos impróprios para banho em Itanhaém. A classificação reúne trechos localizados em diferentes áreas da cidade, incluindo regiões próximas ao centro e a Suarão.
A relação desta semana contempla Campos Elíseos; Jardim Suarão; Suarão - AFPESP; Parque Balneário; centro; praia dos Pescadores; Sonho; Jardim Cibratel; Estância Balneária, Jardim São Fernando; Balneário Jardim Regina e Balneário Gaivotas.
A situação de cada ponto é estabelecida a partir da análise de bactérias que indicam contaminação por fezes. Para chegar à classificação semanal, são considerados resultados de amostras coletadas durante cinco semanas consecutivas.
Entre os indicadores avaliados estão os coliformes termotolerantes, Escherichia coli e enterococos. Nas praias de água salgada, a concentração de enterococos é um dos parâmetros utilizados para definir se determinado trecho está próprio ou impróprio para banho.
Um ponto pode receber a classificação de impróprio quando apresenta concentração superior a 100 UFC/100 mL em duas ou mais amostras de um conjunto de cinco. A condição também pode ser determinada quando a amostra mais recente registra resultado acima de 400 UFC/100 mL.
A classificação não depende apenas dos resultados bacteriológicos. A Cetesb também considera situações que podem representar risco aos banhistas, como derramamentos de petróleo com presença de óleo, maré vermelha, proliferação de algas potencialmente tóxicas e ocorrência de surtos de doenças de origem hídrica.
A presença de contaminantes nas praias pode estar relacionada a diferentes condições. Entre os fatores considerados estão sistemas de coleta e disposição de resíduos domésticos próximos à praia, córregos que chegam ao mar, aumento do número de turistas durante a alta temporada, características da própria praia, chuvas, marés e questões relacionadas à saúde pública.
Um dos principais indicadores utilizados na avaliação é a densidade de enterococos. Quando águas contaminadas por esgoto alcançam o mar, os banhistas podem entrar em contato com bactérias, vírus e protozoários.
A recomendação da Cetesb é que os banhistas não entrem no mar em pontos classificados como impróprios. O cuidado é especialmente importante para crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade, que são apontados como grupos mais vulneráveis a doenças e infecções relacionadas ao contato com águas contaminadas.
A gastroenterite é uma das doenças mais associadas ao banho em águas contaminadas. Entre os sintomas estão enjoo, vômitos, dores de estômago, diarreia, dor de cabeça e febre.
O contato com água contaminada também pode provocar infecções nos olhos, ouvidos, nariz e garganta. Em situações de maior contaminação, existe exposição a doenças como disenteria, hepatite A, cólera e febre tifoide.
A orientação também é não ingerir água do mar e evitar o contato com cursos d'água que desembocam nas praias, principalmente quando a qualidade da água é desconhecida.
A Cetesb também realiza uma avaliação anual, que tem como objetivo reunir os resultados obtidos ao longo do período de monitoramento. Diferentemente da classificação semanal, essa análise considera a frequência e a constância dos resultados registrados durante o ano.
Nos locais monitorados semanalmente, a classificação anual pode ser Ótima, Boa, Regular, Ruim ou Péssima, conforme a frequência dos resultados de balneabilidade.
Nas praias com coleta mensal, a avaliação anual segue critérios próprios relacionados às concentrações de enterococos observadas nas amostras. Também são utilizadas as categorias Ótima, Boa, Regular, Ruim e Péssima.
Apesar da existência dessa avaliação anual, é a classificação semanal que indica a condição de banho registrada em cada ponto durante o período.
Além de evitar os pontos classificados como impróprios, a Cetesb recomenda atenção especial após chuvas intensas. A orientação é evitar o banho de mar durante as 24 horas seguintes às chuvas, período em que pode haver alteração na qualidade da água.
Também é recomendado não entrar em canais, córregos e rios que desembocam no oceano, além de evitar cursos d'água cuja qualidade seja desconhecida.