Relatório semanal divulgado nesta quinta-feira (22) indica que metade dos locais monitorados na cidade está inadequada para os banhistas

Quem pretende aproveitar as praias de Itanhaém, no litoral de São Paulo, precisa ficar atento às condições da água do mar. O relatório semanal de balneabilidade da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), divulgado na quinta-feira (22), aponta que seis dos 12 pontos monitorados no município estão impróprios para banho.
A classificação inclui locais nas regiões do Suarão, Centro, Estância Balneária, Jardim São Fernando, Jardim Regina e Gaivotas. A recomendação é evitar entrar no mar nos trechos sinalizados como impróprios, pois a água pode apresentar contaminação.
Apesar dos alertas, outros seis pontos de monitoramento de Itanhaém estão próprios para banho nesta semana. A classificação é atualizada periodicamente pela Cetesb e pode mudar conforme os resultados das análises.
De acordo com o boletim semanal da Cetesb, os seguintes pontos estão impróprios para banho:
Suarão - AFPESP;
Centro;
Estância Balneária;
Jardim São Fernando;
Balneário Jardim Regina;
Balneário Gaivotas.
A orientação é respeitar a sinalização instalada nas praias e evitar o contato com a água nos locais classificados como impróprios.
O relatório também indica seis pontos com condições próprias para banho no município:
Campos Elíseos;
Jardim Suarão;
Parque Balneário;
Praia dos Pescadores;
Sonho;
Jardim Cibratel.
A classificação representa a condição verificada nas amostras consideradas para o boletim semanal. Por isso, é importante consultar as atualizações antes de entrar no mar.
A Cetesb monitora a qualidade da água do mar por meio de análises que verificam a presença de bactérias indicadoras de contaminação fecal. Entre os indicadores utilizados estão os coliformes termotolerantes, a Escherichia coli e os enterococos.
Para classificar a água do mar, o órgão considera a concentração de enterococos nas amostras coletadas. Um ponto pode ser considerado impróprio quando a concentração ultrapassa 100 unidades formadoras de colônia por 100 mililitros (UFC/100 mL) em duas ou mais das cinco amostras analisadas ou quando a amostra mais recente apresenta resultado superior a 400 UFC/100 mL.
Outras situações também podem comprometer a balneabilidade, como derramamentos de óleo, ocorrência de maré vermelha, proliferação de algas tóxicas e surtos de doenças de veiculação hídrica.
A qualidade da água pode ser influenciada por diferentes fatores, entre eles a coleta e o destino do esgoto, a presença de córregos que deságuam no mar, o aumento da quantidade de turistas durante a temporada, as características naturais da praia, as chuvas e as condições das marés.
O contato com água contaminada pode expor os banhistas a bactérias, vírus e protozoários. Por isso, acompanhar a classificação dos pontos monitorados ajuda a reduzir os riscos durante os dias de praia.
A principal recomendação é não entrar no mar nos pontos classificados como impróprios para banho. Crianças, idosos e pessoas com o sistema imunológico comprometido devem ter atenção redobrada.
O contato com água contaminada pode provocar problemas gastrointestinais, com sintomas como náuseas, vômitos, dores abdominais e diarreia. Também podem ocorrer infecções nos olhos, ouvidos, nariz e garganta. Em situações de contaminação mais intensa, há risco de doenças como disenteria, hepatite A, cólera e febre tifoide.
Outra orientação é evitar engolir água do mar e não entrar em córregos, canais ou rios que deságuam na praia quando não houver informação confiável sobre a qualidade da água.
Além do boletim semanal, a Cetesb também faz uma avaliação anual das praias. Essa análise considera os resultados obtidos ao longo do período de monitoramento, incluindo a frequência e a constância das classificações.
Nas praias monitoradas semanalmente, as categorias utilizadas são Ótima, Boa, Regular, Ruim e Péssima. Os locais acompanhados mensalmente seguem critérios próprios, também relacionados à concentração de enterococos.
A classificação anual não substitui o boletim semanal. Por isso, mesmo quando uma praia apresenta uma avaliação favorável no período, é importante verificar a condição atualizada antes de entrar na água.
A recomendação é evitar o banho de mar por 24 horas após chuvas fortes, período em que a água pode receber maior volume de contaminantes transportados pela drenagem urbana.
Também é indicado não entrar em rios, canais e córregos que desembocam no mar, principalmente quando não há informações sobre a qualidade da água.