
*CRÉDITO: Divulgação As novas moradias para os indígenas da aldeia Rio Silveira são aguardadas há muito tempo e, agora, estão mais próximas da realidade. Na quarta-feira, 29, o governador Geraldo Alckmin assinou convênios para a construção de 23.649 unidades habitacionais no estado, distribuídas em 222 empreendimentos.
No projeto, estão programadas 120 moradias que contemplarão aproximadamente 550 habitantes da aldeia. De acordo com o representante da Fundação Nacional do Índio (Funai) Marcio Alvim, o projeto está em fase de finalização: “As famílias é que vão escolher o local, dentro da terra indígena, onde serão essas residências, e a comunidade, em reunião, escolhe a tipologia da moradia, o modelo da casa”.
Ele conta já ter definido que serão casas de alvenaria em formato de oca, cobertas com telhas de barro e contarão com fogão a lenha, três quartos, cozinha e banheiro. Ainda, haverá melhoria nos sistemas de abastecimento de água e rede de esgoto, pelo sistema de fossa séptica. Marcio fala sobre os benefícios aos indígenas com as novas construções: “As doenças respiratórias diminuirão muito porque é uma casa onde não entra vento, onde não vai chover dentro; todas as condições de salubridade melhorarão mil por cento, e consequentemente, isso reflete na questão de saúde da comunidade como um todo”
A previsão, conforme revela Marcio Alvim, é que cada unidade habitacional custe R$ 90 mil, o que totalizaria para todo o projeto, cerca de R$ 10,8 milhões. As 49 casas utilizadas atualmente pelos guaranis, segundo o representante da Funai, serão, em sua maioria, utilizadas para confecção e exposição de artesanato indígena. A previsão de entrega de todas as unidades habitacionais é de até 48 meses.
Os convênios para unidades habitacionais, conforme informou a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), somam investimentos de R$ 2,3 bilhões em 192 cidades do interior do estado de São Paulo. Somente nas regiões da Baixada Santista e Vale do Ribeira serão construídas 1.077 novas residências. A cerimônia de assinatura contou com a presença do presidente da CDHU Marcos Penido e de prefeitos e secretários de habitação das cidades contempladas. Na ocasião, o secretário disse: “Os conjuntos habitacionais serão viabilizados por meio da modalidade empreitada global. As prefeituras vão doar os terrenos e a CDHU fica responsável pela licitação, administração e supervisão das obras”.