Trilhas têm monitores ambientais


Costa Norte
Publicado em 10/01/2014, às 09h06 - Atualizado em 23/08/2020, às 14h12

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Até abril, os monitores ambientais prestarão o serviço de orientação e informação sobre o município, a fauna e a flora local

Uma das opções de entretenimento em Ilhabela, além das praias, são suas inúmeras trilhas, nas quais turistas e moradores podem se refrescar em cachoeiras e conhecer um pouco da rica biodiversidade da Mata Atlântica. O projeto de monitoramento nas trilhas começou em 2010. Para esta temporada, desde novembro, oito monitores vêm atuando nas trilhas da Pancada d’Água (Três Tombos), Veloso, Baepi, Laje, e até em trilhas de algumas comunidades tradicionais caiçaras, como a do Bonete e a Cachoeira do Gato, na praia de Castelhanos. Os monitores foram contratados por meio de processo seletivo no ano passado, e prosseguirão com o trabalho até abril com o objetivo de receber o turista com orientações sobre a melhor conduta nas trilhas e informações sobre o Parque Estadual de Ilhabela, o município, a fauna e a flora local. A presença de monitores nas trilhas é mantida com recursos arrecadados pela Taxa de Preservação Ambiental (TPA). “Ao serem informados que esta taxa pode ser revertida para a conservação do ambiente natural associado à própria atividade de visitação, os turistas passam a compreender e reconhecer a importância da contribuição para a implantação dessas ações”, explicou Guilherme Martins Galvão, diretor do Departamento de Projetos e Convênios da prefeitura de Ilhabela. Atrativos naturais O Parque Estadual de Ilhabela (PEI), criado em 1977, protege aproximadamente 85% da área do município, ou seja, 27 mil hectares de Mata Atlântica com trilhas, cachoeiras, picos, alta diversidade de espécies e recursos hídricos protegidos legalmente pela Unidade de Conservação. Ilhabela está entre os 18 destinos turísticos do país que mais se desenvolveram nos últimos dois anos, de acordo com o Índice de Competitividade do Turismo Nacional, desenvolvido pelo Ministério do Turismo, Sebrae e a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em atrativos turísticos, avançou da nota 45,8 para 54,8, considerados itens como conservação ambiental do entorno dos principais pontos turísticos, presença de atrações culturais com significativo fluxo turístico e a adoção de quesitos de acessibilidade. Em aspectos ambientais, a nota do arquipélago subiu de 59,7 para 76,3. O indicador foi influenciado de forma positiva por fatores como a existência de rede pública de distribuição de água e de coleta de esgoto; destinação pública de resíduos sólidos residenciais e comerciais, além da presença de Unidades de Conservação com atividade turística.

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