Proposta do prefeito Toninho Colucci prevê serviço voluntário municipal, em parceria com forças de segurança, com implantação prevista para 2027

A criação de uma modalidade de serviço militar voluntário, em Ilhabela, litoral norte de São Paulo, entrou nos planos da administração municipal.
A proposta foi apresentada pelo prefeito Toninho Colucci, durante cerimônia de Juramento à Bandeira Nacional, na sexta-feira (25), no auditório do paço municipal. A iniciativa pretende oferecer aos jovens dispensados do serviço militar obrigatório uma oportunidade de atuação em atividades de interesse público.
Segundo o prefeito, o projeto terá caráter municipal, sem vínculo com o Exército. A prefeitura prevê estabelecer parcerias com a Polícia Militar e Marinha para viabilizar a proposta. Colucci afirmou que já existe uma área preparada na região sul da cidade para abrigar a iniciativa.
A administração também avalia a possibilidade de oferecer ajuda de custo aos participantes, que poderão colaborar em serviços relacionados às demandas do município. A expectativa é colocar o projeto em funcionamento em 2027.
Durante o anúncio, o prefeito relacionou a proposta às iniciativas educacionais desenvolvidas na cidade, como o ensino médio cívico-municipal e as três escolas que adotam esse modelo no ensino fundamental.
A cerimônia reuniu aproximadamente 70 moradores que completaram 18 anos em 2026 e receberam a dispensa do serviço militar. Desde janeiro, a Junta de Serviço Militar de Ilhabela já emitiu 187 certificados de dispensa de incorporação (CDIs) para jovens não convocados pelas Forças Armadas.
O evento também contou com a presença do presidente da Câmara de Vereadores, Ezequiel Alves; do vereador Leléco Augusto (PP); do chefe de gabinete da prefeitura, Luís Henrique Homem Alves; do secretário adjunto de Administração, Alexandre Baptista; do secretário de Mobilidade e Segurança, Lucas Oliveira; e do comandante do 2º Pelotão de Ilhabela, tenente Rodrigo Lima, da Polícia Militar de São Paulo.
O serviço militar é obrigatório no Brasil, conforme o artigo 143 da Constituição Federal. Em tempos de paz, mulheres e eclesiásticos, como padres, pastores e ministros religiosos, estão dispensados da obrigação.
Para os homens dispensados da incorporação, o Juramento à Bandeira é uma das etapas necessárias à regularização da situação militar. Na solenidade, os participantes assumem o compromisso de defender a Pátria, respeitar a soberania nacional e observar os princípios democráticos.
Quem não compareceu à cerimônia na data prevista deve procurar a Junta de Serviço Militar para agendar uma nova participação e solicitar o Certificado de Dispensa de Incorporação (CDI).
O documento comprova que o cidadão está em dia com as obrigações militares e é exigido em diferentes situações da vida civil, como inscrição em concursos públicos, emissão de passaporte, matrícula em instituições de ensino e contratação formal de trabalho.