POSSÍVEL NOVIDADE

Ilhabela avalia criação de serviço militar voluntário para jovens que foram dispensados

Proposta do prefeito Toninho Colucci prevê serviço voluntário municipal, em parceria com forças de segurança, com implantação prevista para 2027


Redação
Publicado em 28/09/2026, às 09h19

FacebookTwitterWhatsApp

Cerimônia de Juramento à Bandeira Nacional
Anúncio ocorreu durante cerimônia de Juramento à Bandeira Nacional - Reprodução/Prefeitura de Ilhabela


A criação de uma modalidade de serviço militar voluntário, em Ilhabela, litoral norte de São Paulo, entrou nos planos da administração municipal.

A proposta foi apresentada pelo prefeito Toninho Colucci, durante cerimônia de Juramento à Bandeira Nacional, na sexta-feira (25), no auditório do paço municipal. A iniciativa pretende oferecer aos jovens dispensados do serviço militar obrigatório uma oportunidade de atuação em atividades de interesse público.

Segundo o prefeito, o projeto terá caráter municipal, sem vínculo com o Exército. A prefeitura prevê estabelecer parcerias com a Polícia Militar e Marinha para viabilizar a proposta. Colucci afirmou que já existe uma área preparada na região sul da cidade para abrigar a iniciativa.

A administração também avalia a possibilidade de oferecer ajuda de custo aos participantes, que poderão colaborar em serviços relacionados às demandas do município. A expectativa é colocar o projeto em funcionamento em 2027.

Durante o anúncio, o prefeito relacionou a proposta às iniciativas educacionais desenvolvidas na cidade, como o ensino médio cívico-municipal e as três escolas que adotam esse modelo no ensino fundamental.

A cerimônia reuniu aproximadamente 70 moradores que completaram 18 anos em 2026 e receberam a dispensa do serviço militar. Desde janeiro, a Junta de Serviço Militar de Ilhabela já emitiu 187 certificados de dispensa de incorporação (CDIs) para jovens não convocados pelas Forças Armadas.



O evento também contou com a presença do presidente da Câmara de Vereadores, Ezequiel Alves; do vereador Leléco Augusto (PP); do chefe de gabinete da prefeitura, Luís Henrique Homem Alves; do secretário adjunto de Administração, Alexandre Baptista; do secretário de Mobilidade e Segurança, Lucas Oliveira; e do comandante do 2º Pelotão de Ilhabela, tenente Rodrigo Lima, da Polícia Militar de São Paulo.

Quem precisa prestar o Juramento à Bandeira?

O serviço militar é obrigatório no Brasil, conforme o artigo 143 da Constituição Federal. Em tempos de paz, mulheres e eclesiásticos, como padres, pastores e ministros religiosos, estão dispensados da obrigação.

Para os homens dispensados da incorporação, o Juramento à Bandeira é uma das etapas necessárias à regularização da situação militar. Na solenidade, os participantes assumem o compromisso de defender a Pátria, respeitar a soberania nacional e observar os princípios democráticos.



Quem não compareceu à cerimônia na data prevista deve procurar a Junta de Serviço Militar para agendar uma nova participação e solicitar o Certificado de Dispensa de Incorporação (CDI).

O documento comprova que o cidadão está em dia com as obrigações militares e é exigido em diferentes situações da vida civil, como inscrição em concursos públicos, emissão de passaporte, matrícula em instituições de ensino e contratação formal de trabalho.

Para mais conteúdos

Receba o melhor do nosso conteúdo em seu e-mail

Cadastre-se, é grátis!