Vias de acesso a Vicente de Carvalho terão melhorias com base offshore e Aeroporto

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Publicado em 15/07/2011, às 09h49 - Atualizado em 23/08/2020, às 13h19

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O projeto de implantação da base offshore da Petrobras, do Aeroporto Metropolitano e da Base Aérea Militar no distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá, incluem melhorias para as vias do distrito de Vicente de Carvalho. Parte das vias Oswaldo Cruz e Santos Dumont serão alargadas, conforme revelou o comandante da Base Aérea, o major aviador Alexandre Jannuzzi Peçanha, em recente entrevista.

O comandante disse ter participado de reunião no dia 04 julho, na Artesp (Agência de Transporte do Estado de SP), na capital, junto com representantes da prefeitura de Guarujá, Petrobras e da Ecovias. Na pauta, o planejamento junto ao governo estadual para melhorar as vias de entrada à cidade assim como as de acesso para a Baixada Santista.

Via rápida e direta

Peçanha relatou que a intenção é buscar soluções que impactem menos o sistema viário de Vicente de Carvalho. Neste sentido foi apresentado um projeto, onde o aeroporto será ligado por uma via rápida e direta, saindo da rodovia Cônego Domênico Rangoni (Piaçaguera/Guarujá), passando por trás do Jardim Progresso e chegando até a base. “A Força Aérea Brasileira, representada pelo IV Comar e pelo Núcleo da Base Aérea de Santos, prefeitura e Petrobras estão se reunindo constantemente para acelerar o processo de implantação dos empreendimentos, pois, o pré-sal é uma realidade e a cidade tem que estar pronta para contribuir com o progresso nacional”, disse.

Ponto estratégico

O comandante pontuou ainda que a base offshore da Petrobras, dentro de área da Base Aérea, facilitará para a Petrobras na operação do transporte de funcionários da empresa até as plataformas de petróleo e gás, além de ajudar na logística. Isso daria suporte para que no futuro, em médio prazo, aumentasse a produção de petróleo e gás no país. “Logisticamente, a Base Aérea é um ponto estratégico para a Petrobras por estar próximo ao Porto [de Santos] e das plataformas de petróleo da Baixada, além da proximidade da sede da companhia, que está sendo construída em Santos, e ainda devido a localização junto ao Canal de Bertioga, onde há possibilidade da instalação de uma base marítima, também para atendimento às plataformas”, detalhou.

Apoio logístico

A Petrobras informou que para atender às suas necessidades logísticas ao longo da Bacia de Santos, a empresa opera em 3 aeroportos: Jacarepaguá (RJ), Itanhaém (SP) e em Navegantes (SC). O apoio portuário é feito a partir do Rio de Janeiro e de Itajaí (SC).

Está prevista a instalação de 2 pontos de apoio logístico (com porto, aeroporto e armazenamento), 1 em Itaguaí (RJ) e outro junto à Base Aérea de Santos, em Guarujá (SP). Neste momento, está em fase de elaboração o EIA (Estudo de Impacto Ambiental) para o empreendimento na Base Aérea. A previsão é que a instalação da base logística, em Guarujá, esteja concluída em 2015, com possibilidade de antecipação da operação do aeroporto.

Aeronaves

O assessor da prefeita Maria Antonieta de Brito (PMDB), que trata das questões do aeroporto, Dário de Medeiro Lima disse que, a parceria Petrobras, prefeitura e Base Aérea já é uma realidade e que há um planejamento para a expansão do tamanho da pista do aeroporto dos atuais 1390m para 1600m. Desta forma, o local terá condições de atender aeronaves de pequenos e médios portes, no transporte de pessoas e de pequenas cargas com altos valores agregados. Dário também revelou que a prefeitura pretende aproveitar o atual momento para iniciar os trabalhos de melhoria da pista, com os reparos necessários, a drenagem e a construção das vias necessárias.

Licenciamento ambiental

Dário explicou ainda que o Aeroporto Civil Metropolitano deverá atender as demandas de turismo contemplativo e de negócios regional. Para começarem as obras, porém, será necessário que todas as licenças sejam aprovadas. Enquanto isto não acontece, está sendo definido o modelo para a sua montagem, com terminal de passageiros, principalmente a parte de hangar, que contará com o modelo arquitetônico “modular”.  “A prefeitura buscará parceria junto à iniciativa privada para administrar o aeroporto”, afirmou Dário, sem adiantar mais detalhes.

Assim, em conjunto, prefeitura e Petrobras estão tratando sobre a questão do licenciamento ambiental de toda a área. A previsão é que todo o estudo necessário para liberação dure de 1 a 2 anos.

Números

Segundo o major Peçanha, a área da Base Aérea é extensa, com cerca de 2,5 milhões m². Tal espaço comportará os 2 empreendimentos, tanto o aeroporto quanto a Base Aeroportuária, sem deixar a Base Aérea perder a função de operar como área militar na Baixada Santista.

Dário também afirmou serão utilizadas aeronaves 767, ou seja, para 70 a 80 passageiros, no máximo, já que a vocação da Base é para aeronaves de pequeno e médio porte, além de helicópteros.  Já a base aeroportuária terá em torno de 40 helicópteros transportando funcionários até as plataformas. “Assim que resolvermos os estudos ambientais, iniciaremos as obras do aeroporto”, reiterou o assessor da prefeita.

Qualificação profissional

No que tange a geração de empregos e a qualificação profissional, para fortalecer a relação com o mercado de trabalho regional, a Petrobras afirma que vem atuando de forma intensa no Fórum Regional da Bacia de Santos do Prominp (Programa de Mobilização da Indústria de Nacional de Petróleo e Gás Natural). Por meio dele, segundo a cia. são desenvolvidos projetos locais para o fomento da instalação de empresas de bens e serviços do mercado de petróleo e gás natural na região, assim como a capacitação de mão de obra local para o atendimento a esse mercado em expansão. Desde 2008, mais de 1,2 mil pessoas foram qualificadas pelas ações do programa em Santos e Cubatão.

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