MANEJO AMBIENTAL

Para prevenir acidentes, Guarujá retira árvores com risco de queda e garante poda ecológica

Ações de segurança ambiental em outubro resultam no recolhimento de 390 metros cúbicos de galhos e no transplante de palmeira na Enseada


Redação
Publicado em 04/11/2026, às 14h40


A imagem mostra um profissional com capacete e uniforme em um cesto elevatório (plataforma aérea) realizando um serviço de poda ou corte de árvore próximo a uma estrutura
Trabalho de manutenção prevê o plantio compensatório de nova muda para cada árvore removida - Nathely Vitoria/Prefeitura de Guarujá


A manutenção constante das árvores em vias públicas desempenha papel fundamental na prevenção de acidentes, na desobstrução da iluminação urbana e na preservação da biodiversidade costeira.

Durante o mês de outubro, o trabalho de manejo ambiental em Guarujá, litoral paulista, contabilizou o cuidado de poda ecológica em 46 árvores e a retirada de outras 20 estruturas vegetais em diferentes bairros do município.

O trabalho preventivo conta com a supervisão técnica da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Segurança Climática (Semam), executado pela empresa especializada Florestana.

As intervenções mais recentes concentraram-se no entorno da rodoviária municipal, no bairro Santo Antônio, abrangendo 27 árvores de grande porte, das quais 26 da espécie Ficus benjamina e uma Clitoria fairchildiana, conhecida popularmente como sombreiro.

O corte adequado de galhos pesados gera mensalmente um volume médio de 390 metros cúbicos de composto vegetal triturado, insumo que recebe destinação ambiental correta após as podas.

Remoções por segurança e replantio compensatório

A retirada definitiva de uma árvore ocorre apenas após vistoria prévia dos engenheiros agrônomos e florestais da administração municipal.



No balanço de outubro, as três espécies com maior necessidade de remoção foram a Ficus benjamina, a Terminalia catappa (os conhecidos chapéus-de-sol) e a Hibiscus tiliaceus (algodoeiro-da-praia).

Os motivos principais para o corte envolvem a deterioração do tronco, o risco iminente de queda sobre veículos e pedestres ou a necessidade de adequação para obras de infraestrutura urbana.

Para cada exemplar retirado no município, a legislação exige o plantio de uma nova muda da flora nativa no mesmo ponto da calçada ou na vizinhança imediata como regra de compensação ecológica.



A poda ecológica limpa a copa das árvores sem comprometer a saúde da planta, evitando o contato de galhos com a rede elétrica durante tempestades.

Transplante de palmeira e obras na Enseada

Entre as ações de manejo do mês, uma operação de transplante ecológico garantiu a preservação de uma palmeira Jerivá de grande porte na região da Enseada.

O exemplar vegetava no terreno da antiga UPA da Enseada, na esquina das avenidas Dom Pedro I e Atlântica, ponto onde avança a construção da Escola do Futuro, equipamento público voltado ao ensino em tempo integral.



A equipe técnica fez o manejo da palmeira com raiz preservada e executou o replantio direto no canteiro central da própria avenida Atlântica. Outras duas palmeiras situadas na mesma área passarão pelo mesmo processo de transferência nas próximas semanas, garantindo o avanço das obras escolares sem a perda do patrimônio natural do bairro.

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