Maternidade Ana Parteira inaugurada com padrão de alta categoria

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Publicado em 09/05/2014, às 13h31 - Atualizado em 23/08/2020, às 14h18

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Por Antonio Pereira

Alckmin criticou a falta de investimentos do governo federal no SUS

O governador Geraldo Alckmin e a prefeita Maria Antonieta de Brito inauguraram a Maternidade Ana Parteira, na manhã de quarta-feira, 7, nas dependências do Hospital Santo Amaro (HSA), em Guarujá. Ao todo, a ala que recebeu investimento de R$ 3 milhões por parte da administração municipal conta com 38 leitos totalmente remodelados, destinados a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), convênios e particulares. Durante a inauguração, o governador assinou o repasse de mais R$ 1,5 milhão para a finalização da segunda fase do projeto, e R$ 12,9 milhões para o custeio de todo o HSA. Durante o pronunciamento, o governador comparou o hospital aos renomados Albert Eintein e Sírio-Libanês, na capital, e fez duras críticas ao governo federal: “É inacreditável o que o governo federal fez com o SUS, deixando a tabela por dez anos sem ser corrigida, e hoje o pagamento não corresponde a 40% do custo do serviço que é prestado”. Alckmin também afirmou que o investimento em custeio no HSA vem por meio do novo programa de apoio às santas casas e hospitais filantrópicos do estado. “São 70% a mais em relação ao que o hospital recebe do SUS, o que consolida a unidade como um hospital estruturante e referência para atendimentos de alta complexidade na Baixada Santista”, complementou. Para a prefeita de Guarujá Maria Antonieta de Brito, a maternidade servirá como referência na região, pois segue o mesmo padrão dos grandes hospitais do Brasil. “A Maternidade Ana Parteira será um local seguro, acolhedor, humanizado e confortável, onde será oferecida assistência de qualidade à parturiente e ao recém-nascido. Fico muito feliz com a entrega do equipamento na semana que antecede ao Dias das Mães, no domingo, 11. Nada mais significativo do que garantir um equipamento de excelência para as futuras mamães”, ressaltou. Em média, 300 partos mensais são realizados somente pelo SUS, no hospital; destes, 60% são partos normais. Além das modernas instalações, a unidade estará totalmente integrada à Rede Cegonha de humanização do atendimento das parturientes, que preconiza o parto normal e promove todo aparato para a espera, além do amparo deste momento.

Investimento pontual As novas instalações da maternidade exigiram reforma total do segundo andar do prédio principal. Dos 38 leitos, 24 servirão de alojamento conjunto e 14 leitos poderão ser usados para pré-parto, parto e pós-parto, sendo que três desses quartos são adaptados para pacientes com deficiência. O centro de parto normal tem duas salas de parto e uma sala com banheira para incentivo ao parto humanizado. A banheira serve para relaxamento e alívio das dores do parto, essencialmente. Além disso, um corredor largo permite que as parturientes se movimentem em busca de conforto e auxílio ao trabalho de parto. Todo o segundo andar, onde fica a nova unidade, é contemplado com uma rede de condicionamento climático, composto por um ar-condicionado central, individualizado em cada quarto, que comporta dois leitos cada. Também há portas corta-fogo e banheiros adaptados, além de as janelas impedirem a absorção de pelo menos 60% dos ruídos externos; dessa forma, o local fica mais aconchegante e apropriado para bebês e suas mães. Para o secretário adjunto municipal de Saúde Rui de Paiva, a Ana Parteira será uma referência para a Baixada Santista, com equipamentos e estrutura de ponta. “Será um salto de qualidade no atendimento, tanto para as pacientes quanto para os familiares que vão acompanhá-las e os profissionais (médicos, enfermeiras, auxiliares) que irão atendê-las”. Segundo o diretor-presidente do Santo Amaro, Urbano Bahamonde, a entrega da ala que abrigará a maternidade é uma grande vitória da cidade, pois acontece apesar da grave crise financeira pela qual passam os hospitais da região, que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ele disse: “Como diretor do hospital, só tenho agradecimentos a toda a equipe que viabilizou essa conquista e à prefeita Maria Antonieta de Brito, que destinou recursos necessários para viabilizar a obra”.

Além do aporte financeiro de R$ 12,9 milhões, o HSA continuará recebendo, mensalmente, mais R$ 107 mil por meio do programa estadual Pró-Santas Casas. No total, a unidade receberá, anualmente, R$ 12,7 milhões do governo paulista para custeio. Em 2014, as santas casas e hospitais filantrópicos de todo o estado irão receber R$ 535 milhões extras em recursos estaduais, o que representa o dobro em relação ao auxílio encaminhado nos últimos anos. Para definir os novos valores, as santas casas são classificadas em três tipos: os “hospitais estruturantes”, aqueles de referência em atendimentos complexos, como cirurgias cardiovasculares e torácicas, hemodiálise e neurocirurgias; os “hospitais estratégicos”, de médio porte, que servem como retaguarda aos estruturantes; e os “hospitais de apoio”, aqueles de pequeno porte.

[Box] A maternidade em números O Hospital Santo Amaro realiza uma média de 300 partos mensais pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Destes, 60% são partos normais. O governo municipal investiu cerca de R$ 3 milhões nas obras de melhoria da infraestrutura do segundo andar do prédio principal, onde está instalada a maternidade. A primeira fase das novas instalações da Maternidade Ana Parteira disponibiliza 38 leitos munidos de todo conforto.

Serão 24 leitos de alojamento conjunto, mais 14 leitos que poderão ser usados para pré-parto, parto e pós-parto, sendo que três desses quartos são adaptados para pacientes com necessidades especiais. Todas as cinco enfermeiras do centro obstétrico do HSA são pós-graduadas em obstetrícia. A equipe conta ainda com 15 auxiliares de enfermagem e uma técnica em enfermagem, além de três médicos por plantão de 12 horas cada um, todos os dias.

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