Inquérito que apura morte de ex-secretário Joaquim é concluído

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Publicado em 15/09/2012, às 04h35 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h08

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Por Maria Paula

A Delegacia de Polícia de Guarujá apurou e concluiu nesta segunda-feira (10), o inquérito que envolve quatro acusados na morte do ex-secretário executivo de Coordenação Governamental da cidade, Ricardo Augusto Joaquim de Oliveira, assassinado em março deste ano. “Todos os indícios foram provados e o caso está encerrado”, afirmou o diretor do Deinter-6 (Departamento de Polícia Judiciária do Interior), delegado Waldomiro Bueno. Ele acompanhou as investigações, comandada pelo delegado do distrito guarujaense, Cláudio Rossi.

Causa do homicídio de Joaquim está relacionada a desvio de dinheiro

Causa Segundo Bueno, a prisão preventiva deixa claro que os dois empresários foram os mandantes do crime e os policiais, um já exonerado da PM (Polícia Militar), são os executores. De acordo com ele, a causa do homicídio está relacionada a um desvio de dinheiro. “Nós trabalhamos com a hipótese de desvio de dinheiro por parte dos empresários para o ex-secretário a fim de regularizar tributos de um terreno na área do Guarujá”, detalhou.

Precisa Segundo Bueno, a investigação sob pressão foi muito precisa e, a polícia chegou ao desfecho do caso com a ajuda de equipamentos de inteligência, como filmagem à distância e óculos especiais. “Nós utilizamos esses equipamentos para identificar o principal executor, o policial militar. Já tínhamos indícios de que ele seria o principal suspeito, o que só foi confirmado pela testemunha protegida”, disse.

Acusados A prisão do policial militar fez com que a polícia chegasse à arma do crime, fechando o inquérito. Os dois empresários do ramo de Alumínio, um de Praia Grande e o outro de Campinas estão presos na Casa de Detenção de Praia Grande e os policiais militares no presídio do Barro Branco, na capital. “Com certeza, eles irão a júri e serão condenados”, concluiu o diretor do Deinter-6.

O crime Ricardo Joaquim foi assassinado na frente de vários membros do Partido da Pátria Livre, o PPL. Ele participava de uma reunião na sede improvisada do partido, no Jardim Conceiçãozinha, distrito de Vicente de Carvalho, Guarujá. O ex-secretário foi morto com três tiros no peito e na cabeça, o que chocou a cidade, na época. Ele tinha 47 anos e deixou esposa e filhos. Uma semana antes do crime, ele havia deixado o cargo na prefeitura de Guarujá, sem maiores esclarecimentos.

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