Guarujá vai ampliar salas de apoio a deficientes intelectuais da rede municipal


Costa Norte
Publicado em 01/11/2012, às 11h38 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h10


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Governo federal é quem fornece o material de conteúdo didático

Seguindo a Política Nacional de Educação Especial, a prefeitura de Guarujá informou estar investindo cada vez mais em inclusão social na rede municipal de ensino. A cidade vai receber do governo federal material de conteúdo didático para instalação de 10 novas SRM (Salas de Recursos Multifuncionais), a partir de 2013. Atualmente, o município possui 29 salas, que atendem a aproximadamente 600 alunos portadores de DI (deficiência intelectual), DA (deficiência auditiva) e DV (deficiência visual). A Sala de Recursos Multifuncionais é um programa do governo federal, em parceria com os municípios, que tem como objetivo apoiar a organização e a oferta do Atendimento Educacional Especializado, a AEE. O serviço é prestado de forma complementar ou suplementar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, altas habilidades/superdotação matriculados em classes comuns do ensino regular, assegurando-lhes condições de acesso, participação e aprendizagem.

Intuito De acordo com a professora Dolister Birello, da sala de recursos da Escola Municipal Profª Maria Regina Teixeira dos Santos Claro, o intuito do serviço é suprir as defasagens dos alunos com D.I., por meio de material pedagógico e tecnológico. “A SRM não é uma sala de reforço escolar. Nós capacitamos nossos alunos para que eles tenham uma participação melhor em sala de aula”, explicou. Ainda segundo a professora, a sala atende a alunos com todos os tipos de deficiência intelectual. Atualmente, alunos autistas, com paralisia cerebral, Síndrome de Down, Síndrome de Hunter, deficiência múltipla (física e intelectual), entre outros, estão matriculados. “Não há restrição alguma para participar. Eu acredito que todos que respiram têm os mesmos direitos”, disse Dolister.

Melhora Nilma, de 11 anos, é portadora da Síndrome de Down e frequenta a sala de recursos desde março. Segundo a mãe da aluna, Maria Dulcineia, Nilma está conseguindo aprender Matemática e ficou mais educada nesses sete meses. “Ela era muito quieta. Hoje, está falando mais e melhor”, conta a mãe. “O convívio social da Nilma melhorou muito. Ela tem mais amigos e respeita as regras da escola”, afirma a professora. Segundo a responsável pelo programa, Ana Maria Nova, o serviço busca fazer com que as diferenças dos especiais não impossibilitem o seu sucesso. “Esse trabalho é fundamental. Temos que oferecer recursos para que o acesso ao conhecimento seja garantido a todos”, diz Ana Maria. Os professores de Educação Especial do município participam de encontros de capacitação, atualização e estudos mensalmente.

Como funciona O governo federal é responsável por mandar o equipamento conforme solicitação dos governos municipais, que cede o espaço físico e os profissionais de Educação Especial. Entre as 29 salas que a rede municipal possui hoje, 23 atendem aos alunos com algum tipo de deficiência intelectual. São 512 alunos de DI frequentando as salas de recursos. Para o aluno com deficiência intelectual frequentar a SRM, ele deve ser encaminhado pela escola em que está matriculado. A instituição solicita o laudo médico e encaminha o aluno para o polo mais próximo. O professor responsável pela sala conversa com a família do aluno analisa os relatórios sobre ele e monta um plano de ação individual.

“Todos que respiram têm os mesmos direitos” profª Dolister Birello

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