OLHO NO MAR

Guarujá tem nove pontos impróprios para banho, aponta Cetesb; veja praias liberadas

Relatório semanal considera análises da água e indica dois pontos próprios para recreação; chuva e presença de bactérias estão entre os fatores avaliados

Praia do Guarujá ao amanhecer, com barcos de pesca no mar
Relatório de balneabilidade da Cetesb indica quais praias estão próprias ou impróprias para banho - Reprodução/Portal Guarujá de Turismo


O Guarujá tem nove praias ou trechos classificados como impróprios para banho, segundo o relatório semanal de balneabilidade da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). Outros dois pontos estão classificados como próprios para a recreação.

Entre os locais considerados impróprios estão Perequê, Pernambuco, três trechos da praia da Enseada, dois trechos de Pitangueiras, Asturias e Guaiúba. Já as praias de Iporanga e Tombo aparecem como próprias para banho.

A balneabilidade é o termo técnico utilizado para indicar a qualidade das águas destinadas à recreação de contato primário, como natação, mergulho e esqui aquático. Nessas atividades, existe possibilidade de contato direto e prolongado com a água e de ingestão acidental.

A classificação é feita a partir de critérios objetivos e indicadores monitorados, que são comparados com padrões estabelecidos para verificar se as condições da água são adequadas para o banho.

Veja os pontos impróprios

Conforme o relatório semanal informado, estão classificados como impróprios para banho no Guarujá:

  • Perequê
  • Pernambuco
  • Enseada, no trecho da avenida Atlântica
  • Enseada, no trecho da rua Chile
  • Enseada, no trecho da avenida Santa Maria
  • Pitangueiras, no trecho da avenida Puglisi
  • Pitangueiras, no trecho da rua Valadão
  • Asturias
  • Guaiúba

Os pontos classificados como próprios para banho são:

  • Iporanga
  • Tombo

A classificação semanal considera as densidades de bactérias indicadoras de poluição fecal encontradas em amostras coletadas ao longo de cinco semanas consecutivas. Entre os indicadores utilizados estão os coliformes termotolerantes, Escherichia coli e enterococos.

No caso das águas marinhas, a Cetesb considera, entre outros critérios, a concentração de enterococos. A praia pode ser considerada imprópria quando são registrados valores superiores a 100 UFC/100 mL em duas ou mais amostras de um conjunto de cinco, ou quando a última amostragem apresenta concentração superior a 400 UFC/100 mL.

A classificação como imprópria também pode ocorrer diante de outras situações que desaconselham o contato direto com a água, como presença de óleo provocada por derramamentos de petróleo, maré vermelha, proliferação de algas potencialmente tóxicas ou surtos de doenças de origem hídrica.

O que influencia a balneabilidade

O principal indicador sanitário utilizado para classificar a balneabilidade de uma praia é a densidade de enterococos. Porém, diferentes fatores podem contribuir para a presença de esgoto e outros contaminantes nas praias.

Entre eles estão a existência de sistemas de coleta e disposição de resíduos domésticos nas proximidades, córregos que desembocam no mar, aumento do turismo durante a alta temporada, características fisiográficas da praia, ocorrência de chuvas, condições de maré e aspectos de saúde pública.

Quando corpos d'água contaminados por esgoto chegam às praias, os banhistas podem ser expostos a bactérias, vírus e protozoários.

Quais são os riscos para a saúde?

De acordo com as informações da Cetesb, crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade são mais vulneráveis a doenças ou infecções após nadar em águas contaminadas.

A doença mais comum relacionada ao banho em águas contaminadas é a gastroenterite, que pode provocar enjoo, vômitos, dores de estômago, diarreia, dor de cabeça e febre.

Também podem ocorrer infecções nos olhos, ouvidos, nariz e garganta. Em praias muito contaminadas, os banhistas podem ficar expostos a doenças mais sérias, como disenteria, hepatite A, cólera e febre tifoide.

Como é feita a classificação

Além da avaliação semanal, a Cetesb possui uma classificação anual para apresentar uma visão integrada da qualidade das praias ao longo do tempo. Essa avaliação considera a frequência e a constância dos resultados obtidos durante o monitoramento.

Na classificação anual das praias com amostragem semanal, são consideradas as categorias Ótima, Boa, Regular, Ruim e Péssima, de acordo com a frequência dos resultados de balneabilidade ao longo do ano.

Para praias com amostragem mensal, existe uma qualificação anual específica baseada na concentração de enterococos registrada nas amostras. Os critérios incluem as categorias Ótima, Boa, Regular, Ruim e Péssima, conforme a frequência de concentrações superiores a 100 UFC/100 mL durante o ano.

A classificação semanal, entretanto, é a referência utilizada para indicar as condições de banho nos pontos monitorados em cada período.

Cetesb recomenda cuidados

A Cetesb orienta os banhistas a evitarem praias classificadas como impróprias. Também é recomendado não entrar em contato com cursos d'água que deságuam nas praias e evitar locais que recebem corpos d'água de qualidade desconhecida, principalmente após chuvas intensas.

Outro cuidado é não ingerir água do mar, com atenção especial para crianças e idosos.

A Cetesb também recomenda evitar o banho de mar nas 24 horas após chuvas, além de não entrar em canais, córregos e rios que deságuam no oceano.

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