Guarujá pleiteia recuperação da Marginal Piaçaguera, junto ao Estado

Costa Norte
Publicado em 20/04/2013, às 05h51 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h16

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A prefeitura de Guarujá apresentou ao Governo do Estado, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), estudo preliminar para a recuperação da avenida Eduardo Gomes – Marginal da rodovia Cônego Domenico Rangoni (Piaçaguera). Como o Estado não pode viabilizar a construção do novo acesso ao Porto — uma vez que a área é particular, a Administração Municipal solicitou que o Estado invista recursos na recuperação da pista marginal. De acordo com o estudo elaborado pela Secretaria Municipal de Planejamento, responsável pela execução do projeto, serão necessários para a recuperação e revitalização do local, investimentos de aproximadamente R$ 15 milhões. Esta é uma antiga reivindicação do município. A ideia é utilizar a avenida Eduardo Gomes como uma via auxiliar à Piaçaguera, sendo uma faixa destinada exclusivamente aos caminhões, na margem do lado da estrada, exatamente paralela ao trecho da Piaçaguera onde há maior congestionamento – da Vila Áurea (entrada da cidade) até a subida do viaduto de Morrinhos. Com a recuperação, a avenida Eduardo Gomes passará a operar em mão única sentido Guarujá, dividida em duas faixas com cerca de 4,5 metros de largura – uma exclusiva para caminhões e a outra (lado bairro) para veículos leves. O projeto contempla a criação de inibidores de passagem nos encontros da marginal com as vias transversais do bairro, permitindo assim somente o tráfego de automóveis e veículos leves à área urbana. Além da parte de recuperação asfáltica, a nova Marginal da Cônego receberá iluminação em sua extensão, ciclovias e urbanização das calçadas.

Novo acesso provisório será custeado pelas empresas

Também nesta semana, a prefeitura de Guarujá recebeu mais uma reunião entre a Companhia Docas do Estado de são Paulo (Codesp) e as empresas portuárias e retroportuárias da cidade para formatar o modelo a ser adotado por todos os envolvidos na construção do novo acesso provisório ao Porto. Por conta do “nó crítico” gerado pela supersafra de grãos, que ocasionou congestionamento na rodovia Cônego Domenico Rangoni, os terminais decidiram, na inviabilidade do Estado e da prefeitura custearem a obra, construir um caminho alternativo para desafogar o trânsito na rodovia. Técnicos da área jurídica da Codesp, das empresas Dow Quimica e Fassina, além de um representante da Advocacia Geral do município se reunirão para encontrar uma solução legalista que viabilize a construção do novo acesso portuário o mais rapidamente possível. “Eles irão avaliar o melhor instrumento jurídico para agilizar o processo, seja pela concessão ou locação da área. Com essa definição, poderemos executar essa obra em breve”, disse o secretário de Coordenação Governamental e vice-prefeito, Duino Verri Fernandes. A obra está orçada em R$ 1,5 milhão e será realizada em uma área com aproximadamente 30 mil m², pertencentes às empresas Fassina e Dow Química. Para o secretário, a melhor forma de acelerar este processo construtivo é por meio da iniciativa privada com as empresas se cotizando para contratar e executar a obra, que beneficiará diretamente o Porto e solucionará o problema enfrentado pela população em função da super safra de granéis. “E as empresas já sinalizaram esse custeio”, concluiu. Além do secretário, participaram da reunião o presidente da Codesp, Renato Barco, o diretor de infraestrutura do Porto, Paulino Moreira Vicente, a superintendente jurídica da Codesp, Bernadete Bacelar Mecier, representantes da Santos Brasil, Dow Quimica, Fassina, Termag, Teag, TGG, Cutrale, Local Frio e Grieg, e técnicos da prefeitura, Codesp e Associação Comercial e Empresarial de Guarujá (Aceg).

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