Trabalhadores cobram pagamento do vale-refeição; prefeitura aciona a Justiça e concessionária alega falta de repasse municipal

O transporte público municipal sofreu paralisação em Guarujá, litoral paulista, na manhã desta terça-feira (27). A interrupção no serviço ocorreu por causa do atraso no pagamento do vale-refeição dos colaboradores da concessionária City Transporte.
No momento desta publicação, a informação é que a greve acabou. Portanto, o serviço deve ser restabelecido.
Em nota, a prefeitura informou que acionou a empresa de forma administrativa e judicial para assegurar a continuidade do atendimento à população. Segundo a pasta, a administração municipal cobrou solução imediata e esclarecimentos sobre o pagamento do benefício.
A prefeitura pontuou que a concessionária está sujeita a multas contratuais e comunicou a abertura de processo administrativo para apurar eventuais responsabilidades.
A City Transporte também emitiu nota. A empresa declara que o pagamento do benefício, previsto para o dia 25 de outubro, não ocorreu por causa do atraso no repasse do subsídio municipal. A concessionária afirmou que aguarda posicionamento da prefeitura sobre a verba e que adotará medidas judiciais para restabelecer a operação.
As duas partes relatam ausência de notificação formal prévia sobre o movimento. A prefeitura informou que não recebeu comunicado sobre a paralisação do serviço essencial, ao destacar que a legislação prevê aviso com pelo menos 24 horas de antecedência.
Já a City Transporte apontou que não recebeu o aviso prévio de 72 horas exigido em lei e informou que mantém diálogo com a categoria para buscar uma solução.
O vice-presidente do Sindicato dos Rodoviários, Betinho, concedeu entrevista à GuaruTV, na qual declarou que os trabalhadores já sabiam que a falta de pagamento ocorreria:
A empresa, desde que houve a intervenção, vem tendo constantes atrasos nos benefícios, sálarios dos trabalhadores. Infelizmente, na última sexta-feira era para ter sido pago o vale-refeição dos trabalhadores, não foi pago, e hoje o trabalhador decidiu que não vai trabalhar enquanro não receber o vale. A gente tem uma jornada de dez horas de trabalho, é impossível trabalhar sem se alimentar ou se hidratar, porque nem nos pontos finais a gente tem um banheiro digno para ter uma água gelada. [...] Então, o trabalhador decidiu cruzar os braços.
O vice-presidnte também explicou que a classe teve uma reunião com a City e com a prefeitura nesta manhã e teria diso garantido a eles que o pagamento seria feito em, no máximo, meia hora. Assim que fosse depositado, eles voltariam a trabalhar.