Dois empresários e um policial militar na lista dos assassinos de ex-secretário

Costa Norte
Publicado em 17/08/2012, às 06h36 - Atualizado em 23/08/2020, às 13h47

FacebookTwitterWhatsApp
Costa Norte
Costa Norte

Por Maria Paula

Dois empresários e um policial militar foram presos na segunda-feira (13), pelo delegado titular de Guarujá, Cláudio Rossi. Eles são acusados de envolvimento na morte do ex-secretário executivo de Coordenação Governamental da cidade, Ricardo Joaquim Augusto de Oliveira, assassinado em março deste ano. O motivo suspeito da morte do secretário pode estar relacionado à liberação de licença de uma grande área, em Guarujá. Os empresários não tiveram os nomes revelados pela polícia porque o caso corre sob segredo de justiça. Mas sabe-se que eles são de Praia Grande e Campinas, atuam no ramo de alumínio e têm 60 e 62 anos de idade. Já o PM está lotado em Praia Grande.

Temporária A prisão temporária dos três foi decretada pela juíza Carla Gonçalves de Bonis. De acordo com o delegado, o militar seria um dos executores do homicídio, enquanto os empresários teriam encomendado o crime.

Captura Os suspeitos foram capturados em suas empresas, locadas em Praia Grande e Campinas. No depoimento, conforme a polícia, eles negaram envolvimento na morte do ex-secretário.

Detenção Os dois empresários suspeitos estão detidos temporariamente nas cadeias anexas ao 5º DP (Distrito Policial) de Santos e no DP de Guarujá. O policial está na carceragem do presídio militar Romão Gomes, em São Paulo.

O crime Ricardo Joaquim foi assassinado em março deste ano, na frente de vários membros do Partido da Pátria Livre, o PPL. Ele participava de uma reunião na sede improvisada do partido, no Jardim Conceiçãozinha, em Vicente de Carvalho. Guarujá. O ex-secretário foi morto com tiros no peito e na cabeça, o que chocou a cidade, na época.

Hipóteses O ex-secretário tinha 47 anos e deixou esposa e filhos. Uma semana antes do crime, ele havia deixado o cargo na prefeitura de Guarujá, sem maiores esclarecimentos. No início das investigações, a polícia não descartava hipóteses como um acerto de contas, relação política ou até mesmo algum desafeto pessoal da vítima.

Pedido Ainda na época do assassinato, a prefeita Maria Antonieta de Brito chegou a participar de uma reunião com o governador Geraldo Alckmin, onde solicitou que o caso não ficasse impune.

Vítima foi morta com tiros na cabeça e peito, o que chocou a cidade

Comentários

Receba o melhor do nosso conteúdo em seu e-mail

Cadastre-se, é grátis!