POLÊMICA

Apreensão de bicicleta na orla de praia do Guarujá gera repercussão nas redes

Ação na praia motivou questionamentos sobre abordagem, após vídeos circularem nas redes sociais; prefeitura afirma seguir protocolos e apura o caso


Rhauanny Queiroz
Publicado em 14/01/2026, às 14h52

FacebookTwitterWhatsApp

Apreensão de bicicleta gera desentendimento entre GCM e professor de surfe no Guarujá
Caso ocorreu durante ação de ordenamento na praia e é apurado pela prefeitura - Reprodução/Redes Sociais


Apreensão de uma bicicleta, na orla da praia do Guarujá, na Baixada Santista, segunda-feira (12), teve ampla repercussão nas redes sociais, após divulgação de vídeos da abordagem feita por agentes da Guarda Civil Municipal (GCM).

Parte dos internautas avaliou que houve excesso na atuação dos guardas.

Segundo a prefeitura, agentes faziam patrulhamento de ordenamento na praia quando localizaram uma bicicleta estacionada em local proibido.



De acordo com a administração municipal, veículo estava em desacordo com a legislação municipal e com as normas de trânsito em vigor, o que motivou a apreensão.

Ainda conforme a prefeitura, após a retirada da bicicleta, uma mulher se apresentou como proprietária e foi informada de que a medida não poderia ser revertida naquele momento.

Na sequência, ela teria dirigido ofensas verbais aos agentes. Durante a ocorrência, um professor de surfe se aproximou para acompanhar a situação e também passou a ofender os guardas, o que elevou a tensão no local.



As imagens do episódio passaram a circular nas redes sociais e geraram comentários críticos à atuação da GCM.

Em nota, a Secretaria de Defesa e Convivência Social informou que a prefeitura apura as circunstâncias do caso, com levantamento de informações técnicas e coleta de relatos, para esclarecimento dos fatos.

A administração municipal afirmou que as ações da Guarda Civil Municipal seguem protocolos operacionais e a legislação vigente. Segundo a pasta, os vídeos anexados ao procedimento mostram diálogo entre os agentes e os envolvidos, sem indícios de abuso ou conduta irregular.



Circulação de bicicletas nas praias do litoral paulista

No Guarujá, a circulação de bicicletas na faixa de areia, calçadões e praças é proibida pela Lei Municipal nº 044/1998. Desde o início da Operação Verão, as autoridades reforçam as regras previstas no Código Municipal de Posturas.

Cidade conta com cerca de 70 quilômetros de ciclovias distribuídos entre praias e avenidas. Também são proibidos, na areia, animais, caixas de som, tendas e churrascos.

Em Praia Grande, pedalar na areia é vedado pela Lei Municipal nº 1.970/2019. Ciclistas desmontados são considerados pedestres, mas o descumprimento da norma pode resultar na apreensão da bicicleta e encaminhamento ao pátio municipal.



A legislação também proíbe animais e aparelhos sonoros na faixa de areia.

Em São Vicente, a Secretaria de Defesa e Organização Social não autoriza a circulação de bicicletas na areia. Na primeira abordagem, o ciclista recebe orientação; em caso de reincidência, o equipamento pode ser apreendido.

Santos segue a Lei Municipal nº 3.529/1968, que proíbe bicicletas na faixa de areia e autoriza a apreensão em caso de infração. Município investe em mobilidade cicloviária, com 32 ciclovias em operação, somando 57,4 quilômetros, e planos de expansão para mais de 100 quilômetros na próxima década.



Em Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, o Código de Posturas veda a circulação de bicicletas em passeios públicos, praias e jardins. Município mantém mais de 12 quilômetros de ciclovias à beira-mar, e o descumprimento das normas pode gerar penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro.

Nas demais cidades do litoral paulista, a circulação de bicicletas na faixa de areia é permitida, mas o uso de equipamentos de som permanece proibido.

Receba o melhor do nosso conteúdo em seu e-mail

Cadastre-se, é grátis!