Ação na praia motivou questionamentos sobre abordagem, após vídeos circularem nas redes sociais; prefeitura afirma seguir protocolos e apura o caso

Apreensão de uma bicicleta, na orla da praia do Guarujá, na Baixada Santista, segunda-feira (12), teve ampla repercussão nas redes sociais, após divulgação de vídeos da abordagem feita por agentes da Guarda Civil Municipal (GCM).
🚳🚓 | Apreensão de bicicleta na orla de praia do Guarujá gera repercussão nas redes
— Portal Costa Norte (@costanortenews) January 14, 2026
Ação na praia motivou questionamentos sobre abordagem, após vídeos circularem nas redes sociais; prefeitura afirma seguir protocolos e apura o caso
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Parte dos internautas avaliou que houve excesso na atuação dos guardas.
Segundo a prefeitura, agentes faziam patrulhamento de ordenamento na praia quando localizaram uma bicicleta estacionada em local proibido.
De acordo com a administração municipal, veículo estava em desacordo com a legislação municipal e com as normas de trânsito em vigor, o que motivou a apreensão.
Ainda conforme a prefeitura, após a retirada da bicicleta, uma mulher se apresentou como proprietária e foi informada de que a medida não poderia ser revertida naquele momento.
Na sequência, ela teria dirigido ofensas verbais aos agentes. Durante a ocorrência, um professor de surfe se aproximou para acompanhar a situação e também passou a ofender os guardas, o que elevou a tensão no local.
As imagens do episódio passaram a circular nas redes sociais e geraram comentários críticos à atuação da GCM.
Em nota, a Secretaria de Defesa e Convivência Social informou que a prefeitura apura as circunstâncias do caso, com levantamento de informações técnicas e coleta de relatos, para esclarecimento dos fatos.
A administração municipal afirmou que as ações da Guarda Civil Municipal seguem protocolos operacionais e a legislação vigente. Segundo a pasta, os vídeos anexados ao procedimento mostram diálogo entre os agentes e os envolvidos, sem indícios de abuso ou conduta irregular.
No Guarujá, a circulação de bicicletas na faixa de areia, calçadões e praças é proibida pela Lei Municipal nº 044/1998. Desde o início da Operação Verão, as autoridades reforçam as regras previstas no Código Municipal de Posturas.
Cidade conta com cerca de 70 quilômetros de ciclovias distribuídos entre praias e avenidas. Também são proibidos, na areia, animais, caixas de som, tendas e churrascos.
Em Praia Grande, pedalar na areia é vedado pela Lei Municipal nº 1.970/2019. Ciclistas desmontados são considerados pedestres, mas o descumprimento da norma pode resultar na apreensão da bicicleta e encaminhamento ao pátio municipal.
A legislação também proíbe animais e aparelhos sonoros na faixa de areia.
Em São Vicente, a Secretaria de Defesa e Organização Social não autoriza a circulação de bicicletas na areia. Na primeira abordagem, o ciclista recebe orientação; em caso de reincidência, o equipamento pode ser apreendido.
Santos segue a Lei Municipal nº 3.529/1968, que proíbe bicicletas na faixa de areia e autoriza a apreensão em caso de infração. Município investe em mobilidade cicloviária, com 32 ciclovias em operação, somando 57,4 quilômetros, e planos de expansão para mais de 100 quilômetros na próxima década.
Em Ilhabela, no litoral norte de São Paulo, o Código de Posturas veda a circulação de bicicletas em passeios públicos, praias e jardins. Município mantém mais de 12 quilômetros de ciclovias à beira-mar, e o descumprimento das normas pode gerar penalidades previstas no Código de Trânsito Brasileiro.
Nas demais cidades do litoral paulista, a circulação de bicicletas na faixa de areia é permitida, mas o uso de equipamentos de som permanece proibido.