Costa Norte
Publicado em 19/01/2013, às 05h44 - Atualizado em 24/08/2020, às 01h13

Para alavancar o desenvolvimento do complexo industrial e naval de Guarujá, o Cing, em Vicente de Carvalho, a prefeita Maria Antonieta de Brito (PMDB) solicitou intervenção da SEP (Secretaria Especial de Portos), para acesso de 30m até a chegada ao canal, impedindo o trânsito de caminhões no sistema viário. O pedido foi feito essa semana, quando o ministro dos Portos, Leônidas Cristino, esteve no gabinete da prefeita. No encontro, a chefe do Executivo falou da importância de um acesso hidroviário às empresas instaladas no Cing, por meio de um atracadouro, evitando o trânsito de caminhões na área urbana, sem causar prejuízos à população. Para isso, a prefeitura pleitea um acesso de 30m até chegar ao canal, entre as empresas Santos Brasil e a TGG (Terminal de Granéis do Guarujá), onde será feito atracadouro para embarque e desembarque de produtos, de abastecimento ao Cing. A prefeitura e a Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo) possuem estudo de implantação de um atracadouro que atenda as empresas instaladas, por intermédio de um acesso por via fluvial.
Utilidade pública Conforme Antonieta, “com a intervenção de 30m é possível criar uma saída para uma balsa e também atender todo o Cing. Será algo de utilidade pública, ou seja, vai fazer com que empresas, como as de esporte náutico, lazer e recreio se viabilizem, e eu não tenha mais a passagem na área das residências, que é o que hoje está inviabilizando o desenvolvimento do complexo. Precisamos da intervenção da Secretaria Especial de Portos”, salienta. O ministro entendeu a relevância da solicitação de Antonieta. “Vejo que a questão apresentada pela prefeita é extremamente importante. Vamos auxiliar a prefeitura no que for necessário, para que esse acesso fluvial facilite o abastecimento do complexo e alivie o sistema viário da cidade. Coloco-me à disposição para receber a equipe da prefeitura em Brasília”, comprometeu-se Cristino.
Tráfego médio O vice-prefeito e secretário executivo de Coordenação Governamental, Duíno Verri Fernandes, explica que a região do Cing tem mais de 1 milhão e 370 mil m², e que tem que ser desenvolvida. A sua preocupação é quanto ao sistema viário do município. “O nosso sistema é para tráfego médio e não pesado. E no momento em que esses caminhões circulam para chegar até o empreendimento, eles danificam. Nós não temos sistema viário para isso”, apontou. Em virtude disso, no projeto ficou definido que os acessos ao complexo deveriam ser fluviais, marítimos, e não por terra. “Temos um TAC [Termo de Ajustamento de Conduta] e não podemos permitir o acesso de caminhões a esse complexo. O ideal é que o acesso venha pela Perimetral, e não atinja a área urbana, viabilizando assim toda a área”.