
*Foto: JCN
Por Mayumi Kitamura
Os gestores de escolas municipais e estaduais de Bertioga, que participam do Programa Clorofila de Educação Ambiental, reuniram-se na quarta-feira, 9, para trocar experiências vividas no ano passado e, assim, discutir os desafios para 2016. A reunião é realizada anualmente, desde 2007, no mês de março, pela Sobloco Construtora, empresa responsável pela iniciativa.
A coordenadora da iniciativa, Maria Cristina Peres, explica que um dos objetivos da reunião nesse ano foi atentar para a necessidade de consciência ambiental no trato diário de todos, não somente focar nos estudantes: “Nosso encontro de parceiros com os gestores da educação de Bertioga foi a reflexão do quanto precisamos rever nossos valores e posturas pessoais para sermos exemplo para nossos alunos e professores. Se acharmos que só os alunos têm que ser receptores dessa consciência ambiental, estaremos fazendo apenas metade do trabalho”.
Esta troca de ideias sobre as atitudes ambientalmente corretas, muitas vezes alerta até quem já tem essa preocupação em sua rotina, como a diretora de marketing da Sobloco, Beatriz Pereira de Almeida. Ela se espantou com o resultado da atividade para medir a quantidade de recursos naturais renováveis para manter nosso estilo de vida. “Hoje nós fizemos aqui uma pesquisa das nossas pegadas ecológicas. Eu achava que estava superbem? e não [estava]. A gente deixa muitas pegadas, sempre tem alguma coisa para melhorar. É isso o que o programa tenta fazer, ensinar o que cada um pode mudar em suas vidas, pensando no equilíbrio do sistema, porque cada ação nossa reflete em um desajuste que temos que minimizar”.
A importância do despertar ecológico nas crianças e adolescentes da Região Metropolitana foi ressaltada no encontro pela Diretoria Regional de Ensino, representada pela supervisora de ensino Rossana Aguilera. “A gente termina colocando no mercado de trabalho um jovem que tem uma consciência de preservação, de meio ambiente e de cultura do bem-estar da cidade como um todo. Nós estamos a 120km da maior capital da América Latina e nós temos uma área de preservação garantida por lei, e se não cuidarmos dessa área da Mata Atlântica, isso vai acabar sendo perdido. Eu acho fundamental que o jovem tenha esse conhecimento, já que, amanhã, ele administrará essa cidade”. O Programa Clorofila de Educação Ambiental é realizado há 24 anos no município e integra, atualmente, 21 escolas parceiras.