
*Foto: JCN
Por Antonio Pereira
Uma manhã pelo canal de Bertioga e pelo rio Itapanhaú para catalogar onde ficam os sambaquis, que são acúmulos pré-históricos de moluscos marinhos, fluviais ou terrestres, além de ossos humanos, objetos de pedra, chifre e cerâmica feitos pelos índios.
Esse foi o objetivo da Expedição Sambaquis capitaneada pelos empresários Clark Jorge Moreira Romão e Rodrigo Espírito Santo. A atividade aconteceu na quarta-feira, 17, e além do mapeamento, o grupo composto por cerca de trinta pessoas retirou meia tonelada de lixo dos afluentes nas áreas de manguezal.
Para o oceanógrafo Fabrício Gandini, do Instituto Maramar, a pesquisa de campo foi satisfatória. “Nas décadas de 60 e 70, muitos arqueólogos mapearam essas áreas de Bertioga, Guarujá e Santos. O que nós fizemos foi rever esses locais para, no futuro, criar um roteiro turístico com educação patrimonial desses lugares, principalmente, nos trechos do Sítio São João e no Caiubura”.
Em paralelo com a ação, os universitários e demais voluntários retiraram pouco mais de 500kg de lixo das margens dos rios e áreas de manguezal. O material foi destinado à estação de transbordo de lixo mantida pela prefeitura em parceria com ONGs. A expedição foi uma realização da Marina Via Náutica Brasil com o Instituto Maramar, em parceria com a prefeitura de Bertioga, e as marinas Fênix, Pescador e Caiçara, e o Conselho Municipal de Pesca.