Estudantes plantam espécies nativas no centro de São Sebastião

Costa Norte
Publicado em 23/09/2016, às 15h38 - Atualizado em 23/08/2020, às 15h32

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Fotos: Divulgação

São Sebastião

As mãos sujas de terra, o prazer em plantar pela primeira vez. Assim foi a experiência vivida por 15 alunos do 5º ano da E.M. Professor Dr. Machado Rosa, na Vila Amélia, centro de São Sebastião. O grupo, durante dois dias, participou das comemorações do Dia da Árvore, 21, com palestra e plantio de espécies. As ações foram orientadas pelas biólogas Cintia Castro de Freitas e Christiane Cruz, ambas da Secretaria de Meio Ambiente (Semam).

Acompanhados pela professora Adriana Batelochi, os alunos ajudaram a plantar uma sibipiruna, espécie da família pau-brasil, na praça do Coreto, no centro histórico da cidade, no mesmo local onde uma árvore caiu no último vendaval que atingiu a região. Chefe da Divisão de Agricultura e Abastecimento da Semam, Cintia Castro de Freitas explicou que essa árvore de grande porte é uma das que mais proporcionam umidade para o ambiente.

Também foram plantadas pelas ruas centrais um ipê amarelo, símbolo nacional, e árvores frutíferas como a grumixama, da família da jabuticabeira, e araçá, da família da goiabeira, todas nativas da Mata Atlântica, explicou Cintia, que, no dia anterior, ministrou a palestra Mata Atlântica e Árvores Urbanas, para 310 alunos do 1º ao 5º ano da Machado Rosa. “Ao proteger as árvores, protegemos a nós mesmos, pois são sinônimos de vida, visto serem grandes produtoras de oxigênio”, disse.

Aprendizado

Durante a palestra, por meio de slides com imagens das mais variadas espécies de plantas e animais que vivem na Mata Atlântica, os alunos também puderam conhecer mudas de ipê, araçá e grumixama, expostas na escola. Eles também entenderam que “assim como as florestas, as árvores urbanas merecem cuidado e devem ser preservadas para garantir biodiversidade, melhorar o ambiente e a qualidade de vida das pessoas”, frisou Cíntia.

Ela ainda orientou sobre as práticas corretas em relação ao manejo das espécies nas cidades. “As árvores garantem o equilíbrio ecológico da natureza, regulando o clima, protegendo os solos, ajudando no desenvolvimento da fauna e permitindo a pureza das águas dos rios. Por isso, é muito importante a preservação das matas, para mantermos o sistema ecológico do planeta Terra”. A professora Adriana disse que as ações da Semam fortaleceram o conteúdo trabalhado no bimestre com os alunos, nas matérias de geografia e ciências, que tratam de desmatamentos e ocupações irregulares.

Já os alunos se conscientizaram da necessidade de plantar árvores e evitar os desmatamentos, como disse Natália Guimarães: “Eu não sabia que não podia plantar árvores sem canteiros, e que elas podem ficar doentes perto de bueiros, porque as raízes podem entupir”. Já Leticia Diniz aprendeu que “não se pode colocar cimento nas raízes das árvores em calçadas, porque a árvore não vai conseguir absorver água e até pode morrer. Também aprendi sobre os vários tipos de poda”.

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