Do fogo ao LED, a incrível história da iluminação


Costa Norte
Publicado em 25/02/2016, às 12h34 - Atualizado em 24/08/2020, às 02h03

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Por Luciana Sotelo

Assim que o homem descobriu o fogo, na pré-história, esse fato mudou definitivamente a história da humanidade, influenciada pela forma de comer, pensar, proteger e fabricar. Ao acender a mente humana, o fogo passou a ser essencial para a sobrevivência e evolução dos povos que, tempos depois, passou a criar formas para armazenar a luz. Hoje, na Baixada Santista, é possível conhecer um pouco dessa trajetória no recém-inaugurado Museu da Lâmpada, em Santos.

Sob a temática Do fogo ao LED, o espaço, aberto em 1º de dezembro do ano passado, exibe de forma lúdica a história da iluminação, iniciada com o homem primitivo, ao obter luz por meio do fogo, até o desenvolvimento atual. No acervo, podem ser encontradas lâmpadas incandescentes, halógenas, fluorescentes, fibra óptica e LED. No total, são 160 peças, segundo a monitora do museu, Erica Alves de Oliveira.



A mais nova atração cultural de Santos é filial do museu paulista. Seu criador Gilberto Pedroni é um colecionador que decidiu mostrar sua paixão em prol de mais conhecimento às pessoas.

Logo na entrada, o visitante aprecia uma espécie de linha do tempo na qual despontam as lâmpadas incandescentes. “Essas foram pioneiras, emitiam uma luz amarelada. Elas foram banidas do mercado em 2014, por terem um baixo rendimento, apenas 5% da sua energia eram revertidas em luz, o restante, em calor”, conta Erica. Na sequência, vêm as halógenas (luz branca), uma versão de maior desempenho do que as incandescentes. “Essas possuem uma luz brilhante. Elas contêm o componente químico halogênio, que ressalta as cores”.

Há também as fluorescentes e LED’s (sigla em inglês para diodo emissor de luz), frutos da evolução tecnológica. Em tempos de crise energética, a monitora ressalta a importância do LED. “Essa lâmpada é mais econômica, pois gasta apenas um décimo da energia de uma incandescente. Além disso, a durabilidade passou de mil horas para cerca de 50 mil horas”.



Interatividade

Experiências ajudam a garotada a entender melhor conceitos de ciência. Para comprovar que cada tipo de lâmpada tem sua qualidade, há uma vitrine com objetos submetidos a luzes diversas, onde é feito o teste de IRC – índice de reprodução de cor. “Quando o ÍRC é alto, você percebe muito melhor as tonalidades, como se estivesse iluminada pela luz do sol”. Na cabine Luz que não se apaga, o visitante comprova, com as mãos, o poder da luz. “Na verdade, ele percebe que não vemos a luz, e, sim, o que ela reflete”.

Num outro mostruário, lâmpadas fluorescentes e LED´s são expostas para que os interessados conheçam de fato as diferenças entre elas. “O LED acende automaticamente e não emite calor, por exemplo”, aponta Erica.



O Museu da Lâmpada também reforça a importância da reciclagem e do devido descarte deste tipo de material. No caso das fluorescentes, conta a monitora, há pequenas quantidades de mercúrio, substância altamente tóxica que,  se mal descartada, contamina o solo. “Isso prejudica o meio ambiente porque contamina rios, lavouras, animais e, por fim, o homem. A intoxicação grave por mercúrio pode causar problemas respiratórios, neurológicos, gastrintestinais e até a morte”.

O museu recebe lâmpadas para reciclagem e promove, em datas especiais, palestras para conscientização da população.

O museu fica na avenida Senador Feijó, 634, Vila Mathias. Funciona de segunda à sexta-feira, das 10h às 15 horas, com agendamento. Entrada: 1kg de alimento não perecível.



Os inventores 

Você sabia que mais de 20 cientistas ajudaram a aperfeiçoar a lâmpada, até se chegar ao primeiro modelo patenteado e comercializado por Thomas Edson? Na sala dos inventores, é possível conhecer um pouco dos bastidores dessa valiosa descoberta.

Humphry Davy - 1809 (conhecido por suas experiências sobre a ação fisiológica de alguns gases); Warren de la Rue - 1840 (colocou um filamento de platina dentro de um tubo vazio e fez passar eletricidade. O filamento queimou emitindo luz e calor. Essa foi a primeira lâmpada, mas o alto preço a tornou inviável); Joseph Swan – 1850 (trabalhou uma lâmpada, utilizando filamentos de papel carbonizado em um bulbo de vidro. Ele foi o primeiro no mundo a ter sua casa iluminada por uma lâmpada incandescente); Henry Woodward e Mathew Evans – 1874 (patentearam a primeira lâmpada elétrica).



Sem dúvida que, nesse setor, o grande destaque é o inventor e empresário americano Thomas Edison – 1879. Em 1878, aos 31 anos, ele se desafiou a obter luz a partir da energia elétrica e conseguiu. Com grandes investimentos e milhares de tentativas, ele chegou ao resultado esperado. “Em 1879, conseguiu criar uma lâmpada incandescente comercializável”, diz a monitora. Responsável por 1.093 inventos, Edison aperfeiçoou os modelos já inventados e compôs um aparelho com filamento fino de carvão a alto vácuo, que durava mais e tinha mais qualidade.

Museu na capital

Na sede em São Paulo, há ainda outras atrações como um documentário sobre a vida do inventor Thomas Edison e sua criação, uma oficina especial de artesanato com lâmpadas e atividades ligadas à evolução (especial para grupos) e o visitante pode ainda fazer um passeio pela réplica do ambiente de trabalho de Edison e conhecer os instrumentos e invenções (destaque para o cinetoscópio) desse visionário e espetacular gênio da ciência moderna. O endereço é avenida João Pedro Cardoso, 574 – Aeroporto. Funciona de segunda à sexta-feira, das 8h às 17 horas, com agendamento. Entrada: 1kg de alimento não perecível.



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