Defesa Civil monitora 22 áreas de risco


Costa Norte
Publicado em 29/01/2016, às 08h59 - Atualizado em 23/08/2020, às 14h56

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*Foto: PMSS

A Defesa Civil de São Sebastião vistoriou, na quinta-feira, 28, dois pontos fortemente atingidos pelas chuvas registradas na noite da última quarta-feira, 27.  O mau tempo que atingiu a cidade causou vários pontos de alagamento em todo o município. O índice pluviométrico registrado em pouco mais de uma hora e meia de precipitação foi de 35,8 milímetros – mais de um terço do programado para todo o mês, quando eram esperados 100 milímetros de chuva - o equivalente a 100 litros por metro quadrado.

Na costa norte e região central ocorreram alagamentos em vias públicas, mas sem o registro de prejuízos ou vítimas. O local que exigiu mais atenção foi a escadaria da rua Antônio Tenório, no Itatinga, por onde desceu muita lama em função da chuva. A área é considerada de risco e, no último dia 15, sofreu um deslizamento de terra que atingiu e derrubou três casas. O fato, contudo, não fez vítimas na ocasião.



Segundo a Defesa Civil, na costa sul, os bairros Boraceia e Barra do Sahy foram os mais afetados. Em Boraceia houve queda de três árvores sobre a via pública e a rede de energia elétrica, o que deixou algumas famílias sem luz. Quanto à inundação, a equipe registrou cinco locais mais críticos, os quais ficam nas alamedas Cubatão e Indaiatuba, além da avenida Guarani. A cheia nesses lugares dificultou o tráfego de veículos, motociclistas e pedestres.

Já em Barra do Sahy, a água demorou a escoar em determinados lugares da avenida Adelino Tavares e impediu o trânsito de veículos por aproximadamente uma hora. Em Barra do Una e Engenho, a chuva provocou alagamentos na avenida Magno dos Passos Bittencourt. Os pontos mais críticos estavam situados na altura dos números 1.600 e 3.100, com lâmina de água de 0,30 centímetros de altura, o que prejudicou a travessia dos veículos.

O bairro Juquehy registrou várias ruas inundadas, assim como a Zeis (Zona de Especial Interesse Social) Areião, em Cambury, onde o escoamento da água foi rápido. A chuva, no entanto, não invadiu casas nem comprometeu ainda mais as áreas de risco existentes na região, as quais são constantemente monitoradas pela Defesa Civil.



Monitoramento constante

De acordo com o coordenador da Defesa Civil Carlos Eduardo dos Santos, o Carlão, a região do Morro do Abrigo está mais sujeita a escorregamento de terra em casos de grandes chuvas. Por isso, o órgão tem feito vistorias semanais na região durante este período. Disse ele: “Em caso de necessidade, aumentamos os monitoramentos”. Atualmente, a cidade tem 22 áreas que precisam de monitoramento entre a costa sul e região central, das quais nove, consideradas de risco iminente, e 11, de alagamento.

O Plano Preventivo da Defesa Civil (PPDC), que tem como principal objetivo dar suporte às ações da Operação Verão, está em atuação. As atividades seguem até o dia 31 de março. Diariamente, são observadas todas as áreas de risco, de deslizamento e alagamentos da cidade. “A orientação é de que a partir de 25 milímetros de chuva, as áreas de risco sejam monitoradas a cada cinco horas, e as áreas de alagamento a cada 30 milímetros”, afirma Carlão.



Para auxiliar nesse trabalho e garantir que não ocorram acidentes na área do entorno das obras do contorno sul – em grande parte instaladas justamente na área do Morro do Abrigo, a Construtora Queiroz Galvão S/A, responsável pela construção dos lotes 3 e 4 das obras da Nova Tamoios Contornos, implantou um plano de contingência e emergências (PCE) para chuvas. Entre as situações previstas, estão os riscos causados por grande quantidade de chuva, como a verificada neste mês de janeiro.

O diretor da obra, Paulo Celestino, explica: “Nosso trabalho de prevenção e contenção de eventuais problemas, como desmoronamento de terra, está ativo. Assim, garantimos maior tranquilidade para nossos colaboradores e também para as pessoas que residem nas proximidades das obras”.  O PCE contempla 11 itens e conta com equipes preparadas para atendimentos. Entre as situações previstas estão o escorregamento, desmoronamento ou queda de materiais, que podem ser provocados pelo alto índice pluviométrico, assim como as ações para atendimento em caso de acidentes.

Segundo o gerente de segurança da construtora, João Bosco Tiburcio,  “o protocolo determina que, após a identificação de algum problema, o responsável pela frente de obra deve isolar a área e proibir o acesso. O plano prevê ainda a comunicação ao coordenador de emergências com descrição do porte e gravidade da situação, além da gestão ambiental da Dersa, supervisão ambiental e gerência da obra. Essa mobilização é fundamental para evitar maiores danos”.



Em caso de necessidade, como alagamentos e riscos de desabamentos, a população deve entrar em contato com a Defesa Civil, no 199, ou, nas áreas do contorno, acionar a Construtora Queiroz Galvão (12) 3861 9200.

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