Cultura do Estupro é tema de debate em São Sebastião


Costa Norte
Publicado em 01/07/2016, às 15h01 - Atualizado em 24/08/2020, às 02h17

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*Foto: Divulgação Internet

Os casos de estupro coletivo registrados recentemente no Rio de Janeiro e no Piauí reabriram as discussões sobre o que se denomina como “cultura do estupro” no país. Apesar de apenas 10% dos casos de violência sexual serem denunciado, por medo e vergonha das vítimas, em 2014 foram registrados mais de 50 mil casos, dos quais 70% das agressões cometidas por parentes e conhecidos das vítimas. Os dados constam do 9º Anuário Brasileiro da Segurança Pública, e apontam um caso de estupro notificado a cada 11 minutos.

Trazer à tona essa discussão foi a proposta da Coordenadoria da Mulher de São Sebastião, da Associação de Amparo à Mulher Sebastianense (AAMS), Conselho da Condição Feminina do município e Associação de Mulheres da Costa Sul, que promoveram roda de conversa sobre o tema na terça-feira, 28, no Tebar Praia Clube, região central da cidade.



De acordo com a assistente social da Associação de Amparo à Mulher Sebastianense, Sandra Aparecida Lourenço, a ideia de se debater o tema surgiu em reunião do Conselho Municipal da Condição Feminina “em função dos casos que ganharam espaço na mídia e as dúvidas das pessoas em relação ao que seria a cultura do estupro”.

De acordo com Sandra, a noção de cultura do estupro foi usada para descrever e explicar comportamentos dentro de grupos sociais, incluindo estupros nas prisões e em áreas de conflito onde estupros de guerra eram usados como arma psicológica. Sociedades inteiras foram acusadas de possuir uma cultura de estupro – naturalizar o crime, ou vê-lo como menos grave e recorrente do que realmente é, além de estimular a culpabilidade da vítima. Segundo apresentado pela prefeitura, há evidências que sugerem que a cultura do estupro é correlacionada com outros fatores e comportamentos sociais, tais como racismo, sexismo, homofobia, classismo, intolerância religiosa e outras formas de discriminação.

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