MODELO OFICIAL

Grupo de Dor Crônica de Cubatão é escolhido pelo Ministério da Saúde como referência para curso nacional

Iniciativa da USF Pilões recebe visita técnica de coordenador nacional do SUS e inspira capacitação de profissionais de saúde em todo o país


Redação
Publicado em 10/10/2026, às 16h42


imagem do encontro
Coordenador do Ministério da Saúde e equipe técnica acompanham dinâmicas de acolhimento e práticas integrativas - Reprodução/Secretaria de Comunicação de Cubatão


Uma iniciativa de cuidado humanizado na Atenção Primária de Cubatão, litoral paulista, obtém projeção em âmbito nacional. Criado em abril e com mais de 20 encontros semanais reunindo grupos de 10 a 15 pacientes, o Grupo de Dor Crônica da Unidade de Saúde da Família (USF) do Pilões servirá como modelo oficial do Ministério da Saúde.

O trabalho servirá de base para a elaboração do curso Manejo da Dor Crônica, produzido pelo Ambiente Virtual de Aprendizagem do Sistema Único de Saúde (Avasus).

Na última sexta-feira (9), o coordenador nacional do Ministério da Saúde para Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), Paulo Rocha, visitou a unidade para conhecer a dinâmica do atendimento.

imagem do encontro com representantes do Min da Saúde
Coordenador de Práticas Integrativas do Ministério da Saúde colheu depoimentos na unidade de Cubatão - Reprodução/Secretaria de Comunicação de Cubatão

Acompanhado pelo jornalista Eduardo Dias, o representante coletou depoimentos de pacientes e profissionais da equipe multiprofissional do Pilões.

Lidiane Goulart, secretária de Saúde, destaca o valor da conquista para a rede pública de Cubatão:

"Foi um momento de reconhecimento de um trabalho construído coletivamente, mostrando na prática como a Atenção Primária é um espaço de cuidado para as pessoas."

Acolhimento em grupo, escuta individual e equipe médica

Os participantes encontram suporte semanal todas as quartas-feiras, às 13h30. As atividades contam com a condução das médicas residentes em Família e Comunidade, Cinthia Mattiassi Salas e Hiromi Macedo Fujishi, e do médico da unidade, Walter Titz Leite Neto.



A metodologia dos encontros divide-se em duas etapas complementares. A primeira fase foca no momento coletivo, combinando terapêuticas em grupo, práticas integrativas e troca de vivências entre os pacientes que enfrentam dores persistentes.

Em seguida, a equipe médica faz a triagem individual, avaliando o quadro clínico e a evolução do tratamento de cada pessoa. Guilherme Amaral, secretário de Governo, aponta o impacto da experiência de Cubatão para a saúde pública estadual e federal:

Ter essa experiência registrada pelo Ministério da Saúde como referência para a formação de profissionais de todo o país é um reconhecimento do trabalho das nossas equipes e demonstra que iniciativas construídas aqui podem inspirar a saúde pública em nível nacional."

Expansão do projeto para outros bairros

O sucesso do projeto na USF Pilões impulsionou a descentralização do serviço em Cubatão. O atendimento especializado para pacientes com dores crônicas passou a funcionar também nas unidades de saúde da Ilha Caraguatá e da Vila Esperança/CAIC.



A expectativa do Ministério da Saúde é disponibilizar o conteúdo do curso no Avasus nos próximos meses, permitindo que médicos, enfermeiros e terapeutas de todo o Brasil repliquem o modelo de acolhimento desenvolvido nas comunidades de Cubatão.

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