Tributo

Vereadores derrubam veto a projeto que criava taxa do lixo em Caraguatatuba

Decisão unânime encerra cobrança proposta para custear parte dos serviços de coleta de resíduos

Lixo acumulado na Praça Diógenes Ribeiro de Lima, em Caraguatatuba. Prefeitura queria cobrir custos com a coleta, com criação da taxa - Foto Reginaldo Pupo - Reginaldo Pupo
Lixo acumulado na Praça Diógenes Ribeiro de Lima, em Caraguatatuba. Prefeitura queria cobrir custos com a coleta, com criação da taxa - Foto Reginaldo Pupo - Reginaldo Pupo


Os vereadores de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo, derrubaram nesta terça-feira (23) o veto do prefeito Mateus Silva ao projeto que revogou a Taxa de Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos, conhecida entre os moradores como “taxa do lixo”.

A cobrança havia sido criada por meio de um projeto encaminhado pelo próprio Executivo e aprovado anteriormente pela Câmara Municipal. Após a repercussão negativa e a mobilização de moradores contrários à medida, os parlamentares elaboraram uma nova proposta para extinguir a taxa, que acabou sendo aprovada pelo Legislativo.

Em seguida, o prefeito vetou a revogação. No entanto, durante sessão extraordinária realizada nesta terça-feira (24) especialmente para analisar o tema, os vereadores decidiram, por unanimidade, rejeitar o veto e manter a extinção da cobrança.



A votação foi acompanhada por moradores que lotaram o plenário da Câmara. Durante a sessão, manifestantes protestaram contra a administração municipal e entoaram gritos de “Fora Mateus”.

Marco Legal do Saneamento

Ao justificar a criação da taxa, o prefeito Mateus Silva afirmou anteriormente que não defendia a instituição de novos tributos para a população, mas que a medida era necessária para atender às exigências do Marco Legal do Saneamento Básico.

Segundo a administração municipal, a cobrança buscava adequar o município à legislação federal que determina a sustentabilidade financeira dos serviços de manejo de resíduos sólidos.



Em nota divulgada no último dia 12 de junho, a prefeitura ressaltou que a criação da taxa não decorreu de uma decisão discricionária do Executivo, mas da necessidade de garantir a continuidade e a viabilidade econômica de um serviço público considerado essencial.

A estimativa da administração era arrecadar cerca de R$ 2,7 milhões por mês com a cobrança. O valor seria destinado a reduzir parte dos custos da coleta e destinação do lixo, serviço que representa uma despesa anual próxima de R$ 30 milhões para os cofres municipais.

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