Segundo a moradora há muitos animais, principalmente gatos, com esporotricose. Ela pede um ambulatório animal no bairro. Prefeitura informa que animais diagnosticados com a doença são recolhidos, desde que não tenham proprietário, e tratados pela equipe veterinária da unidade

Uma moradora de Caraguatatuba decidiu denunciar uma série de irregularidades, segundo ela, no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). Ela é moradora do bairro Perequê-Mirim.
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De acordo com a denúncia, animais atropelados não estão sendo recolhidos pela equipe CCZ. Nesta segunda-feira (26), um cachorro foi atropelado no bairro Porto Novo e de acordo com a moradora não houve um tratamento adequado ao corpo do animal.
“Não há sensibilidade. Atropelam e deixam o cachorro lá. Depois vem os urubus”, disse.
Em nota, a Prefeitura de Caraguatatuba informou que recolher animais atropelados em via pública é uma prioridade do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), desde que tenha denúncia, que deve ser realizada na Central '156'.
A moradora também alertou para quantidade de animais, principalmente gatos, com esporotricose. A doença trata-se de uma micose subcutânea causada pelo fungo Sporothrix schenckii, que se aproveita principalmente de feridas abertas e de corpos estranhos penetrantes, como espinhos, para entrar no organismo. Depois da contaminação, a esporotricose causa lesões que vão progressivamente atingindo a epiderme, a derme, os músculos e até os ossos dos animais, sendo mais branda em seres humanos.
“Eu cuido dos animais que posso, mas infelizmente não tenho muitas condições”, afirmou.
A prefeitura de Caraguatauba afirmou que sobre a esporotricose, doença que envolve principalmente os gatos, o CCZ informa que animais diagnosticados com a doença são recolhidos, desde que não tenham proprietário, e tratados pela equipe veterinária da unidade.
Por fim, a moradora pede a construção de ambulatório animal no bairro Perequê-Mirim.
“A prefeitura precisa trazer para o Perequê-Mirim um ambulatório animal. Estão morrendo muitos animais. Cães comendo lixo. Precisamos ajudar esses animais”, concluiu.
A prefeitura não respondeu sobre a construção de um ambulatório animal no bairro, mas declarou que há ações para tentar minimizar os problemas e diminuir o número de animais abandonados.
“O CCZ atua constantemente no controle da população de animais, com o Programa Municipal de Castração e de identificação de animais, e atividades de conscientização sobre posse responsável. Até hoje, mais 20 mil animais já foram encaminhados para a castração, além da microchipagem”, diz a nota.