Cerca de dez vítimas do contato com as caravelas-portuguesas foram encaminhadas ao UPA Central

Dezenas de banhistas foram vítimas de caravelas-portuguesas no litoral de São Paulo. Os casos de queimaduras ocasionadas pelo veneno expelido pelos animais foram atendidos nesta última semana, no município de Caraguatatuba.
As caravelas-portuguesas, ao contrário do que muitos pensam, são caraterizadas por serem colônias, onde vivem diversos seres conectados anatomicamente, denominada de colônia heteromorfa.
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Porém, este ser complexo se destaca pelo perigo aos humanos, seus tentáculos venenosos, liberam toxinas perigosas em contato com a pele, causando graves queimaduras.
O Corpo de Bombeiros de Caraguatatuba efetuou um alerta, após dez vítimas serem encaminhadas à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Central de Caraguatatuba.
João Batista Rapaci, comandante do Grupamento de Bombeiros Marítimo, revela que no verão diversas ocorrências semelhantes podem ocorrer.
“No verão, há a elevação da temperatura da água e, por conta disso, muitas acabam morrendo”.
Ao morrer, organismo é levado pela correnteza para a faixa arenosa. Caso entre em contato com uma caravela-portuguesa, não lave o ferimento com água, recomenda o comandante.
“Não deverá ser utilizada água doce em hipótese alguma”.
Um guarda-vidas pode ser acionado para fornecer as devidas orientações em casos de acidente.
A caravela-portuguesa (Physalia physalis) vive nas águas de todas as regiões tropicais dos oceanos. Ela possui tentáculos cheios de células urticantes, e apesar de parecer um único animal, é uma colônia composta por muitos animais inter-relacionados (pólipos).
Em caso de acidentes com as caravelas-portuguesas, a orientação é evitar jogar água no ferimento ou esfregá-lo.
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