Ele afirmou ainda que muitas dessas famílias vivem em áreas de risco e, por isso, lutará para garantir o acesso ao programa habitacional

O prefeito da cidade de Bertioga, vizinha de São Sebastião, afirmou que vai lutar com unhas e dentes para garantir a habitação de pelo menos 1.300 famílias locais no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida - Entidades.
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A declaração do prefeito, Caio Matheus (PSDB), foi feita em resposta ao anúncio do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), que afirmou durante uma visita ao Litoral Norte no último sábado (25) que o governo federal estuda a possibilidade de usar os apartamentos contruídos no Jardim Raphael em Bertioga para abrigar temporariamente as famílias que ficaram desabrigadas em São Sebastião depois do temporal no feriado de carnaval.
"Tem 1.500 apartamentos na cidade vizinha, em Bertioga. Estão praticamente prontos. Claro que eles se destinam à Caixa Econômica Federal. Foi até uma parceria feita no nosso tempo. O terreno é do governo do estado e o Estado entrou com recursos do Casa Paulista. É um programa chamado Entidades, mas, de repente, pode uma parte disso. Vou ver com o prefeito de Bertioga e com a Caixa Econômica Federal ser cedido para famílias daqui", disse Alckmin.
Em entrevista à TV Tribuna, Caio Matheus afirmou que conversou com Alckmin e relembrou-lhe como funciona o modelo Minha Casa, Minha Vida - Entidades.
Embora tenha ressaltado que Bertioga se solidariza com as vítimas de São Sebastião e esteja prestando ajuda até mesmo com maquinário para desobstruir a rodovia Rio-Santos, Caio Matheus enfatizou que as 1.300 famílias de Bertioga necessitam dessas moradias e ele lutará “com unhas e dentes”.
Ele afirmou ainda que muitas dessas famílias vivem em áreas de risco e, por isso, lutará para garantir o acesso ao programa habitacional.
"A autonomia do cadastro das famílias não é municipal e, sim, das entidades, que têm total gerenciamento. O cadastro foi feito em 2013. Eu quero deixar claro que vamos lutar com unhas e dentes para que os moradores de Bertioga que estão no cadastro não sejam retirados", disse o prefeito.
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"Se tiver que tirar alguém [do conjunto habitacional], mesmo que provisoriamente, que seja de uma parcela pequena de pessoas que são cadastradas por entidades [de] fora do município. Se cerca de 15% não são moradores de Bertioga, eu vou lutar pelos moradores de Bertioga, para que as cerca de 1.300 famílias não sejam prejudicadas. A cidade tem um déficit habitacional. Cerca de 750 moradias estão em áreas insalubres e áreas de risco, que têm prioridade zero para absorver essas vagas", concluiu.